Se uma pesquisa pedisse para que um determinado grupo de pessoas definisse o significado da palavra rock n? roll, alguns afirmariam que é um tipo de música barulhenta, feito com guitarras e baterias ensurdecedoras e cantado por gente que gosta de gritar. Outros, apontariam o rock como um estilo adotado por gente maluca, que gosta de usar roupas pretas, cabelos compridos e de fazer chifrinhos com as mãos.
Muito provavelmente, também apareceria gente afirmando que rock é coisa do capeta. Mas, quem curte, certamente o definiria como algo que extrapola qualquer conceito pré-definido. É, acima de tudo, um estilo de vida e motivo de paixão.
Talvez, rock seja um pouco de tudo isso e essa é a grande graça da coisa. Surgido da necessidade de expressão dos jovens no mundo pós-guerra, o rock n? roll caiu nas graças dos jovens, tornou-se quase uma religião na década de 70 e 80, extrapolou as fronteiras dos Estados Unidos, espalhou-se pelo mundo, e chegou a Bauru.
Por aqui, além de uma legião de adeptos, inspirou novas bandas, tornou-se o hino de uma geração, deu nome a festivais, gerou polêmica, fez abrir bares, que mais tarde se transformaram em templos do estilo, como o famoso Armazén, ou seja, foi tudo aquilo que deve ser o bom e velho rock n? roll.
Aliás, "foi" não é o verbo correto a ser empregado nesta construção gramática. Basta dar uma passeada pelos bairros da cidade, sejam eles da periferia ou da Zona Sul, para perceber que o rock ainda é tudo aquilo que deve ser o bom e velho rock n? roll.
Atualmente, além do Armazén, a cidade abriga diversos bares com o DNA do rock, como o Shiva, o Capela, o Luna, o Galpão Paulista Beer e o On The Road Pub. Em seus palcos, tocam bandas de Bauru e da região, como a Move Over, a Cavalo Morto, a Bömber, a Acústicos e Calibrados, a Supersônica e outras tantas.
Além disso, pouca gente sabe, mas é daqui que saem peças de vestuário trabalhadas no mais puro estilo rock n? roll, produzidas pela jovem estilista Michelle Kaam de Almeida e "exportados" para Curitiba e para as famosas Galerias do Rock de São Paulo e de Belo Horizonte.
O perfil filantrópico do rock também é muito forte em Bauru. Durante todo o ano a cidade é movimentada por festivais que visam arrecadar verbas ou doações de material escolar e brinquedos para comunidades carentes do município.
E por falar em filantropia, foi justamente um evento beneficente, realizado em 1985, que estabeleceu o dia 13 de julho como o Dia Mundial do Rock. Organizado por Bob Geldof, o Live Aid foi realizado simultaneamente em Londres, na Inglaterra, e na Filadélfia (Estados Unidos). O objetivo principal era o fim da fome na Etiópia e contou com a presença de artistas como Black Sabbath, Led Zeppelin, Queen, Mick Jagger, entre outros.
Em Bauru, a comemoração em homenagem ao Dia do Rock será realizada quarta-feira, no Shiva Bar, ao som da Banda Acústicos e Calibrados, a partir das 23h.