Toda mulher busca uma maquiagem que cubra as imperfeições da pele e a deixe, ao mesmo tempo, com aspecto natural. O desafio da indústria de beleza tornou-se ainda maior com o advento da tecnologia high definition (HD) de televisão. A altíssima qualidade das imagens deixa em evidência linhas de expressão, acne e poros abertos - um pesadelo para quem atua na frente das câmeras.
"O mercado televisivo, então, passou a exigir cosméticos que escondessem melhor essas imperfeições, mas que tivessem uma cobertura fina, sem aquele aspecto de máscara que as maquiagens pesadas proporcionam", conta a maquiadora Melissa Estellita, que trabalha em filmes publicitários.
A demanda por esse tipo de produto levou muitas marcas a estampar, nos rótulos do primer (uma espécie de pré-base que tem como principal função preparar a pele e conferir uma textura uniforme à maquiagem final), de bases a pós compactos, a denominação "maquiagem HD".
Oficialmente, no entanto, não há uma definição específica para o termo. "A expressão está associada a um make que proporcione melhor homogeneização da pele e que disfarce as imperfeições", diz Marcos Spina, gerente de desenvolvimento de produto da Natura, que lançou sua primeira linha com esses componentes, a Una. "A grande revolução é a composição dos produtos, com a inclusão de difusores ópticos. A maquiagem tem aspecto aveludada."
Homogeneidade
Outras marcas, como a brasileira Contém 1g e a alemã Kryolan, incorporaram os difusores em suas fórmulas Com tamanhos e formatos diferentes, eles funcionam como partículas que têm o poder de refletir a luz incidente de forma difusa, criando aparência de pele homogênea. "Os melhores produtos sempre tiveram um apelo natural e, cada vez mais, possuem efeito de segunda pele", explica o maquiador Marcos Costa, consultor da Natura. Por suas mãos, passaram os rostos de celebridades, como a top Gisele Bündchen.
O conselho dos especialistas é ter cuidado na hora da compra e não se deixar levar apenas pela expressão "HD" na embalagem. "Verifique se a maquiagem possui pigmentos que refletem a luz, se tem cobertura leve e fina e se desliza na pele na hora de espalhar", ensina Marcos Costa.
O tipo de pele também influi na hora da compra: pele oleosa pede base líquida; pele mista fica melhor com uma solução fluida e pele seca, com creme. "Em peles oleosas e mistas, o pó só deve ser usado após a base", lembra Marcos Costa.