Quatro amigos de longa data que se unem para concretizar o sonho nascido da paixão pela música: montar uma banda. A história pode ser comum, porém, a proposta da banda Josh! tem tempero diferente. O hobby dos músicos paulistanos Greg (baterista), Fil (guitarrista), Zang (baixista) e Fê Rodriguez (vocalista) virou trabalho e os garotos acrescentaram ao seu pop rock uma pitada de swing latino. A partir de hoje, a rádio 96FM toca as canções do projeto experimental do primeiro álbum do grupo, formado há um ano e meio.
"O nosso diferencial é que o trabalho não é focado apenas no Brasil. Temos influência e contato com o pop rock latino. Morei na Venezuela por um ano e o Fil passou um tempo na Argentina. Além disso, percebemos que, atualmente, há grande abertura e troca musical entre brasileiros e latinos. Dividimos nossas músicas entre o português e o espanhol e, até onde a gente sabe, somos a única banda fazendo essa mistura", explica Greg.
A inspiração da Josh! vem de bandas americanas como "Foo Fighters", "Red Hot Chili Peppers" e de bandas latinas como Maná e Juanes. "Contudo, cada um tem uma formação que fica bem nítida nos instrumentos", afirma Zang.
O nome da banda surgiu do desejo de algo rápido, pois os meninos não queriam um nome longo já que, normalmente, não são ditos por inteiro pelo público. Paralamas do Sucesso virou simplesmente Paralamas e Guns n? Roses, Guns. Em busca de um nome que denotasse personalidade única, eles chegaram a "Josh", palavra que pode ser entendida como uma expressão do vocabulário inglês e significa brincar, diversão, segundo os músicos, a personalidade da banda.
Com idade entre 19 e 22 anos, o projeto experimental do primeiro álbum tem seis faixas. As letras falam sobre coisas reais que acontecem e aconteceram com os integrantes, amigos ou pessoas próximas. "São basicamente histórias de amor ou canções com mensagens positivas", ressalta Fê Rodriguez.
Hoje, o trabalho independente tem o apoio dos pais dos integrantes da banda que os acompanham sempre que podem. "Mas no início não foi assim. Meu pai, por exemplo, só botou fé quando viu o projeto concretizado", lembra Fil. Música, letra, arranjos, trabalho gráfico e gravação são de autoria do próprio grupo, que já faz show em São Paulo e começa a despontar no Interior.
Na estrada
Histórias pitorescas não faltam. Aventureira, a banda já passou por poucas e boas nesse curto tempo de estrada. Assim como para a maior parte das bandas que inicia um trabalho, as dificuldades são constantes.
Com dívidas e pouco dinheiro para custear o projeto do primeiro CD, em um feriado, eles decidiram ir em busca de um lugar para tocar. Colocaram os instrumentos e os equipamentos de som no carro e foram para o Guarujá.
"Conseguimos um lugar para tocar, mas, quando colocamos os instrumentos na tomada, queimaram todos. Um prejuízo enorme. Um cara que trabalhava no bar emprestou os equipamentos de uns amigos dele. Porém, ele foi demitido no dia seguinte e não avisou a gente. Ligamos para um amigo e voltamos para São Paulo buscar o som".
Quando tudo parecia resolvido, o "contrato", que era de uma semana, foi diminuído para três dias porque o pessoal não gostou do estilo da banda, porque o que queriam, na verdade, era um som mais calmo, como MPB. "Estávamos fazendo algo que não é a nossa praia. Para piorar, choveu os três dias e, na última música, o dono do bar mandou parar para cantarmos parabéns para a cozinheira. Foi só prejuízo", diverte-se Greg.