10 de julho de 2026
Nacional

Em 12 Capitais do País cesta básica fica mais cara

Folhapress
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São Paulo - A cesta básica ficou mais cara em 12 das 17 capitais pesquisadas em junho, segundo levantamento divulgado ontem pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). As maiores altas ocorreram em Florianópolis (4,44%), Fortaleza (3,64%) e João Pessoa (3,02%). Cinco capitais registraram queda no preço. São elas: Goiânia (-3,23%), Aracaju (-1,84%), Vitória (-1,71%), Rio de Janeiro (-1,19%), Brasília (-1,14%).

Com aumento de 0,18% no mês, São Paulo continua a cidade mais cara quando os preços da cesta básica são comparados por Capital. Em junho, a cesta custou R$ 273,48.

A jornada de trabalho necessária para a aquisição da cesta total foi, em junho, de 96 horas e 5 minutos, mais que no mês anterior, que era de 95 horas e 16 minutos. Em junho de 2010, a compra comprometia 94 horas e 56 minutos.

O custo da cesta básica alimentar comparado com o salário mínimo líquido - isto é, após os descontos da Previdência Social - apresenta relação semelhante. Considerando a média das 17 Capitais, no mês de junho a taxa era de 47,47%; no mês de maio, de 47,07% e, em junho de 2010, de 46,90%.

Com base no maior valor apurado para a cesta e levando em consideração o preceito constitucional que estabelece que o salário mínimo deve suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima mensalmente o salário mínimo necessário, que em junho correspondeu a R$ 2.297,51.

Este valor representa 4,22 vezes o mínimo em vigor, de R$ 545,00. Em maio, o valor estimado era bastante parecido, de R$ 2.293,31, ou seja 4,21 vezes o piso em vigor. Em junho de 2010, o menor valor deveria ser de R$ 2.092,36, isto é, 4,1 vezes o mínimo de então, de R$ 510,00.