O Egito disse na quarta-feira que mais de 650 policiais graduados serão exonerados, numa medida sem precedentes depois de protestos exigindo reformas na corporação, acusada de ter matado manifestantes durante a rebelião que depôs o presidente Hosni Mubarak.
O anúncio foi feito pelo Ministério do Interior após seis dias de protestos no Cairo e outra cidades.
A junta militar que governa o Egito tem sido cada vez mais pressionada por manifestantes que a acusam de não ser capaz de punir membros do antigo regime nem os responsáveis pela brutalidade policial.
Em outra aparente tentativa de aplacar as críticas, uma fonte do Exército disse que eleições parlamentares poderão ser realizadas em novembro.
Os "procedimentos" eleitorais serão iniciados em setembro, conforme prevê uma agenda constitucional, disse essa fonte, mas o adiamento das eleições propriamente ditas deverá satisfazer grupos políticos liberais, para os quais a realização do pleito em setembro beneficiaria a Irmandade Muçulmana, organização política mais organizada do Egito.
Em nota, o Ministério do Interior disse que 505 generais e mais de 160 outros oficiais de alta patente da polícia deixarão suas funções. Não ficou claro se eles passarão à reserva ou serão exonerados.