A economia brasileira deu sinal de desaceleração este ano. O crescimento de maio foi 0,17% contra um crescimento de 0,44% de abril. Reflexos do aperto monetário promovido pelo governo Federal. Mesmo assim observa-se um mercado de trabalho competitivo. As empresas ainda apostam em bom desempenho, observam um consumidor com perfil comprador e precisam de bons profissionais. O que vem ocorrendo é que as empresas não têm mais tempo para formar a mão-de-obra. Até possuem programas de qualificação, mas precisam de profissionais prontos. Mudaram inclusive a faixa etária na contratação. Se antes buscavam jovens talentosos, hoje buscam pessoas mais maduras. Os "cinquentões" estão em alta.
Além de buscarem profissionais que já entrem nas empresas com desempenho elevado, também querem um profissional que mescle a especialidade com a generalidade, ou seja, é importante ser especialista na área, mas precisam ter uma visão de conjunto, do todo da empresa. As competências emocionais também são importantes. Profissionais com boa comunicação, sorridentes, éticos e transparentes, são valorizados na contratação e manutenção no emprego. Outro fator considerado é a atualização do profissional. Cursos de extensão, pós-graduação, domínio de idiomas, informática, entre outros, fazem a diferença na vida profissional.
Na prática empresas e empresários estão em busca de empreendedores. Isso vai além da velhae desgastada relação capital/trabalho. É uma parceria que permite aliar o capitalista, com os empregados hoje considerados associados. No momento econômico do Brasil é imperativo que os empresários amadureçam, valorizem seus funcionários e criem condições de uma parceria duradoura. De outro lado é imprescindível que os trabalhadores não se acomodem. Devem estar permanentemente em busca do aperfeiçoamento profissional e investindo na carreira. Em mercado competitivo todos podem tirar proveito.
O autor, Reinaldo Cafeo, é economista, presidente da Acib e articulista do JC