Após ter recebido pena de 24 anos de prisão na semana passada pelos assassinatos de sua mãe e irmão, Elvis Prado Miranda, 27 anos, foi condenado ontem a mais dois anos de reclusão em regime fechado. Dessa vez, o Tribunal do Júri o condenou pela tentativa de homicídio que praticou contra o padrasto, o chaveiro Márcio Barrado Pinto, 47 anos, no dia 8 de janeiro de 2009.
Na ocasião, após uma discussão, Elvis atirou cinco vezes contra Márcio. Três tiros atingiram o abdome do homem, que passou três dias internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Base.
Elvis foi defendido ontem pelos advogados Walter Lara dos Santos e Paulo Roberto Ramos. Segundo eles, a pena para o crime foi atenuada, uma vez que o júri reconheceu que a tentativa ocorreu com "relevante fator moral".
"Elvis alega que quatro dias antes de atirar contra o padrasto, ele tinha sido abusado sexualmente por Márcio. Apresentamos um laudo positivo que confirma o abuso. Esse fato foi reconhecido e a pena foi atenuada", explica Paulo Ramos.
O julgamento começou por volta das 10h e terminou às 16h30. Na quinta-feira da semana passada, Elvis Miranda havia sido condenado pelo assassinato de sua mãe, Maristela Tomás Prado, que na época tinha 47 anos, e de seu irmão mais novo, Darwin Alves do Prado, de 14 anos de idade. Os crimes foram cometidos em fevereiro do ano passado, no Parque Vista Alegre.