10 de julho de 2026
Política

Saúde pede para criar mais 850 vagas

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 3 min

Para implementar integralmente o projeto de distritalização da Saúde, com conjuntos de serviços em diferentes regiões da cidade, o secretário municipal da pasta, Fernando Monti, vai precisar garantir a abertura de 850 novas vagas na rede local. A informação foi dada ontem pelo próprio secretário, durante inauguração da UPA do Mary Dota, com a presença do prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) e 10 vereadores.

Monti explicou que não dá para esperar para preparar a nova estrutura, embora saliente que aprovar a lei com as vagas não signifique contratar todo esse contingente agora. Mas como em 2012, a partir de abril, os concursos públicos estarão paralisados por seis meses, durante o período de restrição imposto pela lei eleitoral, a transformação da estrutura local da Saúde não poderá esperar.

"Hoje nós temos cerca de 1.500 funcionários e vamos precisar de vagas para mais uma metade disso, porque o sistema integrado em várias regiões que estamos implantando, iniciando com esta UPA inaugurada hoje, exigirá essa vagas. Vamos levar ao prefeito projeto de lei contemplando a abertura de vagas de técnicos, assistentes e profissionais no setor para podermos implementar o programa depois", cita Monti.

O estudo preliminar da área de gestão da Secretaria Municipal de Saúde aponta que serão necessárias 850 vagas. Monti reforçou que a implantação das demais UPAs, todas maiores que a unidade do Mary Dota entregue ontem, vão exigir a nova demanda de profissionais, sem contar os serviços colaterais que integram o sistema regionalizado idealizado, como as farmácias, a assistência em saúde com núcleos de apoio e outros programas.

Fernando Monti salienta que as UPAs não são unidades de internação, mas aponta que a crise hospitalar enfrentada em Bauru no segmento de porta de entrada do Pronto-Socorro exigiu adequações. "Não é para ninguém ficar internado na UPA, mas nesta unidade que entregamos tem 11 leitos, onde o paciente poderá esperar para obter a vaga. Hoje ele fica no corredor do PS", disse.

Monti pediu aos servidores da Saúde que vão trabalhar na unidade entregue ontem, em número de 84, que "abracem o programa. "Peço a todos que olhem nos olhos dos pacientes, que sorriam, e que se esforcem para atender bem, porque não estamos fazendo nenhum favor", contou.

Para as críticas, políticas e até de cobertura jornalística sobre os atrasos e as deficiências no sistema público municipal do setor, o secretário, que é médico, disparou: Assumimos com inúmeros problemas. Hoje é um marco contra a descrença e desesperança, contra aqueles que enxergam apenas a metade vazia do copo. Não preciso nominar quem pensa assim. Vamos investir pesado em atenção básica, montar a rede estrutura regionalizada e acabar com este conceito do passado de fazer mais ou menos. Demoramos um pouco mais para entregar a unidade porque revisamos várias vezes e vamos revisar o projeto várias vezes para garantir a qualidade que temos aqui hoje nessa inauguração", completou.

O prefeito Rodrigo Agostinho disse, durante seu discurso, que vai assinar o projeto e pediu apoio dos vereadores. O chefe do Executivo salientou, entretanto, que a criação das vagas não gera a obrigação de contratar toda a demanda nos próximos meses, mas garante a cobertura de acordo com a instalação das novas estruturas.