Caracas - O presidente venezuelano, Hugo Chávez, deve retornar a Cuba para dar prosseguimento ao tratamento contra o câncer, contrariando as expectativas de que ele viria ao Brasil para tratamento no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.
O líder venezuelano solicitou à Assembleia Nacional a aprovação de permissão para ir a Cuba hoje para continuar o tratamento. Chávez fez um anúncio em frente ao palácio Miraflores, após se despedir do presidente peruano, Olanta Humalla, com quem havia se reunido mais cedo.
A Constituição da Venezuela prevê que o presidente precisa de autorização oficial para ficar mais de cinco dias ausente do país.
Mais cedo, ontem, o Hospital Sírio-Libanês de São Paulo havia informado que esperava a "confirmação do paciente" para iniciar o tratamento do câncer de Chávez.
O tratamento no Sírio-Libanês foi abordado anteontem em uma rápida e sigilosa visita a Brasília do chanceler venezuelano, Nicolás Maduro.
O governo brasileiro não confirmou a viagem-relâmpago de Maduro mas, segundo a imprensa, o chanceler visitou a presidente Dilma Rousseff e se reuniu com o assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia.
Na quarta-feira, Chávez havia dito em Caracas que os médicos não descartavam que uma futura "terceira etapa" de seu tratamento seja radioterapia ou quimioterapia para "atacar forte" o que possa ter restado do câncer que foi operado recentemente em Cuba.
Prestes a completar 57 anos, o presidente venezuelano havia agradecido a Dilma na semana passada, por telefone, a oferta para se tratar no Brasil e comentou que "avaliaria" a oferta.