08 de julho de 2026
Articulistas

Planejar é preciso...

Ricardo Coube
| Tempo de leitura: 2 min

Comenta-se, amplamente, as chances que o Brasil tem para evoluir e progredir de forma sólida e consistente, no sentido de crescer e se desenvolver em todas as áreas de maneira sustentável e de longo prazo. Esta interminável discussão e de difícil consenso nos remete a uma deficiência nacional pública, que é a falta de planejamento na gestão pública em todos os níveis. Na iniciativa privada tem-se esta cultura enraizada, porque o gestor precisa planejar o médio e longo prazo, objetivando as decisões tomadas de curto prazo.

Recentemente, o governo de Minas Gerais foi alvo de planejamento com apoio externo, fato que deu bons resultados práticos e teve ótima receptividade pela população, pois aprovou a iniciativa com o voto favorável ao governo Aécio Neves. Bauru e região vivem um momento esplendoroso e, se criarmos condições positivas favoráveis e consistentes, estenderemos esta prosperidade por muito tempo.

Bauru tem aumentado a sua arrecadação consideravelmente nos últimos anos. A pergunta que deveríamos saber responder é: o que será de Bauru e região nos próximos 10, 15 ou 20 anos. Quais serão os eixos do desenvolvimento urbano? Qual é a política de industrialização para a região? Como atrairemos a rede de serviços para ancorar o desenvolvimento do comércio e da indústria? A logística é o pano de fundo para o desenvolvimento regional? E a mobilização urbana será ancorada no transporte público ou privado? Quais os planos para uma educação moderna e eficaz as nossas crianças? E a nossa saúde, será uma referência em quais áreas? A saúde pública tem prestado bom trabalho? A população está satisfeita?

Como lidarmos com o trânsito e as necessárias áreas de estacionamento? Enfim, poderíamos fazer uma infinidade de outras perguntas ligadas ao esporte, lazer e tantas outras áreas. Entretanto, considerando a nossa base instalada no campo da educação, onde várias universidades e faculdades disputam o mercado da educação a e formação universitária, deveríamos utilizar esses recursos do conhecimento para planejar o nosso futuro?

As entidades de classe, redes sociais, etc poderiam contribuir para o exercício de planejamento? Ter projeto para a cidade com visão de longo prazo, de 5 a 20 anos, não seria positivo no sentido de promover debate, interagir, integrar pessoas, atrair investimentos, etc...? As universidades existentes, acredito, teriam muito interesse em participar deste processo de planejamento. Este exercício promoveria atraente debate no meio político, universitário, empresarial, representantes de bairros, redes sociais, etc...

O Executivo seria o coordenador e principal interessado. O Legislativo poderia ter papel significativo neste processo. A imprensa traria bons temas e projetos para debater e apresentar, tor-nando o processo transparente e eticamente cor-reto. Eu acredito que o planejamento é cada vez mais necessário e faz cada vez mais sentido. Espero que o tema ganhe adeptos!

O autor, Ricardo Coube, é diretor do Grupo Tiliform