08 de julho de 2026
Regional

Ibitinga: Cidade movida pelo bordado

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Hoje é o último dia da Feira do Bordado de Ibitinga (90 quilômetros de Bauru). Em sua 38a edição, ela está cheia de novidades nas linhas de bordados em cama, mesa, banho, decoração e bebê. Tecidos diferenciados para a confecção de lençóis e cobertores mais leves fazem parte dos lançamentos reservados para o visitante.

Os bordados mais elaborados, alguns feitos com máquinas importadas, dão um toque especial aos produtos fabricados desde a década de 30 na Capital Nacional do Bordado. A cidade contribui para que o Brasil ocupe o 6o lugar no ranking dos maiores produtores têxteis do mundo.

O bordado é como um motor que move a economia e gera novas atividades não só para a cidade de Ibitinga, mas também à microrregião. Itápolis, por exemplo, fabrica roupas para dormir. Tabatinga, bichos para decoração, e Borborema, panos de prato, todos pegando ?carona? no sucesso do bordado e participando da feira.

A feira movimenta toda o comércio local, muito além dos muros do pavilhão. Restaurantes, lojas de confecções, perfumaria, calçados acabam abocanhando fatias além do consumo normal nesta época do ano. A combinação do frio mais intenso, férias escolares e a oportunidade de compras com preços mais acessíveis, leva cada vez mais visitantes ao evento.

Na opinião do presidente da Associação Comercial e Industrial de Ibitinga, Maurício Machaalani, a feira deixou de ser um evento acanhado de cidade do Interior e passou a figurar entre os maiores no segmento por conta do profissionalismo adotado pelas empresas locais.

"Não é uma feira de cidade pequena. As mercadorias vendidas diretamente ao consumidor ganharam novo layout por conta de profissionais especializados no assunto. Os enxovais acompanham a moda, a cada estação há lançamentos, coleções inteiras que seguem cores e padrões internacionais."

No setor de decoração, os lançamentos são comercializados por preços bem abaixo dos praticados por lojas do segmento da Capital. "Os consumidores adquirem o mesmo produto com preço até cinco vezes menor do que nos grandes centros. Uma almofada que aqui custa R$ 20,00, lá chega a R$ 100,00. São peças decorativas bem trabalhadas."

Com exceção do Natal, quando a injeção do pagamento do 13o salário faz o consumo explodir na cidade, a feira é a melhor data para o comércio local. Seria um Natal no meio do ano, compara o presidente da associação.

A explosão do consumo de enxovais acompanhou a estabilidade econômica do País que permitiu o acesso das classes sociais menos abastadas. Atualmente, segundo Machaalani, a cidade passou a ser roteiro de passeio/compras o ano todo.

As locações de imóveis comerciais voltadas ao varejo na área central, tem hoje, segundo ele, uma demanda superior a oferta.