Brasília - A Câmara e o Senado iniciam oficialmente o período de recesso parlamentar amanhã e só retomam os trabalhos no dia 1º de agosto.
Embora, na prática, o recesso parlamentar já tenha começado, o Senado ainda realiza amanhã uma sessão não deliberativa às 14h no plenário da Casa.
De acordo com a Constituição, o recesso de deputados e senadores tem início dia 17 de julho - como neste ano o dia cai num domingo, a data foi adiada para a segunda-feira. Porém, os congressistas só podem encerrar as atividades depois de aprovar a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) para o ano seguinte.
O projeto relativo a 2012 foi aprovado na última terça-feira e os 303 destaques feitos ao texto foram votados na quarta-feira.
Pressão
O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), afirmou na quinta-feira que projeta, para o semestre que vem, a necessidade de administrar as pressões por votações como a emenda 29, que regulamenta o dinheiro a ser investido na saúde, e a PEC 300, que cria um piso nacional para os bombeiros.
Maia se comprometeu a discutir a questão da saúde logo após o recesso parlamentar. Mas não estabeleceu um prazo para a questão da PEC 300.
Segundo ele, o balanço do primeiro semestre foi positivo. Um levantamento apresentado por Maia afirmou que a Casa votou 320 propostas, sendo apenas 25 delas medidas provisórias. "Portanto, menos de 10%", comemorou.
Crise
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), também comentou na quinta-feira assuntos polêmicos que deverão entrar na pauta da Casa a partir do mês que vem.
Para ele, o Código Florestal é um assunto "que transcende a questão partidária". "É um problema de consciência de cada parlamentar", alegou o peemedebista.