Má alimentação, questões genéticas e hormonais, estresse, obesidade. Todos esses fatores, assim como vários outros, podem contribuir para o desenvolvimento do câncer de mama. A doença, porém, conta com um aliado poderoso: o medo do diagnóstico. Por conta dele, tem quem evite exames preventivos. Sem eles, a doença pode ser identificada num estágio avançado, o que dificulta tanto o tratamento quanto a cura.
Neste domingo, várias mulheres da Vila São Paulo superaram o receito e participaram de um mutirão de combate ao câncer de mama, doença que mais mata mulheres no Brasil, segundo informações do grupo Amigas do Peito de Bauru, quem promoveu a mobilização.
Conforme apontam os dados, somente 15% das pacientes conseguem identificar e começar a tratar o câncer em sua fase inicial. Isso significa que as mulheres procuram o serviço médico tardiamente, com a doença já em fase avançada.
"Muitas mulheres ficam receosas e têm medo de descobrir a doença e até de falar sobre o câncer de mama. Mas é importante salientar que ele tem cura, se for tratado desde o início", avalia a voluntária da Amigas do Peito de Bauru, Márcia Graeff.
Entretanto, na manhã de ontem, ao menos 150 mulheres superaram este "temor" e enfrentaram os exames clínicos de mama. Elas foram atendidas por meio do 4.º Mutirão da Mama, iniciativa das Amigas do Peito de Bauru, que recebeu apoio da Secretaria Municipal de Saúde e do Hospital Estadual.
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