Uma ação judicial que acusava J.K. Rowling de plagiar o trabalho de outro autor de livros infanto-juvenis quando escreveu "Harry Potter e o Cálice de Fogo" foi arquivada na Grã-Bretanha depois de o querelante não ter depositado o dinheiro ordenado por um juiz como garantia.
Os herdeiros do falecido escritor Adrian Jacobs disseram que a trama de "Cálice de Fogo", o quarto dos sete livros sobre o menino mago Harry Potter que já venderam mais de 400 milhões de exemplares, foi parcialmente copiada do livro "Willy the Wizard", de Jacobs.
A ação já foi arquivada nos Estados Unidos, e no ano passado um juiz da Alta Corte de Londres declarou "improváveis" as afirmações do querelante. Mas o juiz rejeitou um pedido de advogados de Rowling e da editora dela, Bloomsbury, para que a ação fosse arquivada permanentemente.
Contudo, foi exigido dos herdeiros de Jacobs que pagassem um total de 1,6 milhão de libras (2,6 milhões de dólares) ao tribunal como garantia de custos, caso a ação chegasse a ir a julgamento. Os herdeiros não cumpriram o prazo final de até sexta-feira para depositar a primeira parcela do dinheiro, que, segundo fontes envolvidas no caso, seria de 850 mil libras.
A editora Bloomsbury e J.K. Rowling negaram e continuam a negar que ela tenha copiado "partes substanciais" de "The Adventures of Willy the Wizard - No 1 Livid Land", escrito por Jacobs em 1987.
A editora disse que Rowling nunca tinha ouvido falar do livro de Jacobs antes de ser feita a primeira denúncia por infração de direitos autorais, em 2004, cerca de quatro anos após a publicação de "Cálice de Fogo".