11 de julho de 2026
Internacional

Equador declara ?estado de exceção? por conta de aguardente adulterada


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Quito - A ingestão de álcool adulterado no Equador já matou 42 pessoas e intoxicou outras 105, segundo o Ministério da Saúde do país. As autoridades constataram que a aguardente consumida continha metanol, uma substância nociva para o organismo.

As autoridades declararam "estado de exceção" para poder oferecer recursos econômicos contra a crise e mobilizar policiais e militares para apreender a bebida adulterada. A declaração do estado de emergência não afeta os direitos dos cidadãos.

À lista de mortos, uma pessoa foi adicionada ontem, enquanto a "lei seca" continua em vigor em todo o país. Estão proibidos a venda e o consumo de qualquer bebida alcoólica. Uma fonte do Ministério da Saúde confirmou à agência de notícias Efe a morte de ontem, mas disse não saber exatamente onde ocorreu. A proibição de venda de bebidas por três dias pode ser prorrogada até que toda a aguardente adulterada seja encontrada.

A bebida está misturada com álcool industrial, o que causa dor de cabeça, vômitos e até perda da visão. Até o momento, já foram apreendidos cerca de 5.830 litros de álcool artesanal e 3.239 litros de aguardente, sendo que o maior volume disso foi encontrado na província de Los Ríos, lugar em que houve grande parte das mortes.

Até agora, a polícia prendeu apenas uma pessoa que vendia aguardente. Ela passou para os policiais o nome do distribuidor. Os agentes estão atrás das pistas. As autoridades ainda não identificaram a origem da aguardente.