Tropas sírias e milícias leais ao presidente Bashar al-Assad mataram 13 pessoas em ataques na cidade de Homs nesta terça-feira, disseram moradores, intensificando a repressão contra a cidade que é o ponto focal de protestos pró-democracia.
Entre os mortos estavam três pessoas que participavam do funeral de dez mortos na segunda-feira pelas forças de segurança, disse o Comitê de Coordenações Locais, um grupo de ativistas.
"Não pudemos sepultar os mártires no cemitério principal da cidade, então optamos por um cemitério menor, perto da mesquita, onde os milicianos começaram a atirar contra nós de seus carros", disse à Reuters por telefone uma das pessoas presentes ao funeral, que se identificou como Abdallah.
Segundo ele, os corpos tinham sido levados à mesquita Khaled Ibn al-Walid, no distrito oriental de Khalidiya, em Homs.
"Khalidiya está totalmente cercada pelos militares. Estamos isolados do resto de Homs, como se fôssemos um país separado."
Homs é um importante centro dos protestos contra o governo de Assad, e as tensões vêm crescendo entre os habitantes, de maioria sunita, e os membros da minoria alauíta, da qual Assad faz parte.