Rio - A ONG Rio de Paz espalhou ontem ao longo do Aterro do Flamengo, via que liga a zona sul ao centro do Rio, três faixas grandes e 177 placas pequenas com a pergunta "quem matou Juan?". A mensagem é uma referência ao assassinato de Juan de Moraes, 11 anos, que completa um mês hoje.
Segundo Antônio Carlos Costa, diretor-executivo da ONG, as placas representam 159 bairros do Rio e 18 municípios da região metropolitana. "Os moradores de todos esses lugares querem saber quem matou Juan", afirma .
O menino foi visto pela última vez quando voltava a pé para casa, na favela Danon, em Nova Iguaçu (Baixada Fluminense), por volta das 20h30 do dia 20 de junho. No trajeto, Juan se deparou com policiais militares do 20.º Batalhão (Mesquita), que estariam trocando tiros com um suposto traficante da região.
Juan estava com o irmão, Weslley de Moraes, 14 anos, que foi atingido no ombro e na perna esquerda por duas balas perdidas e desmaiou. Quando acordou, Weslley já estava sendo socorrido, a caminho do hospital, e Juan havia desaparecido.
O corpo dele foi localizado em 30 de junho. Estava em decomposição e foi inicialmente identificado como de uma menina. O caso está sendo investigado e, embora os PMs sejam suspeitos, por enquanto não foi apontada a responsabilidade pelo crime.