09 de julho de 2026
Nacional

Dilma demite mais 6 nos Transportes

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - Longe de encerrar a crise iniciada há 17 dias, o governo anunciou ontem mais seis demissões no Ministério dos Transportes e no Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (Dnit).

As exonerações atingem principalmente nomes ligados ao PR, partido que controla a pasta desde o governo Lula. São esperadas pelo menos mais duas saídas.

Ao todo, 12 pessoas foram afastadas do governo após denúncias de superfaturamento de obras e pagamento de propina no setor.

Ontem, o ministro Paulo Sérgio Passos, há uma semana no cargo, submeteu ao Planalto o nome do técnico Deuzedir Martins, que deve ocupar a Secretaria Executiva da pasta ou ser remanejado para a direção do Dnit.

Atual gerente da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Martins atenderia ao critério definido pela presidente Dilma Rousseff de montar uma equipe técnica e sem indicações políticas para a pasta.

Foram exonerados ontem José Osmar Rocha, Estevam Pedrosa, Darcy Michiles e Maria das Graças de Almeida. Rocha era indicado pelo deputado Valdemar da Costa Neto (PR-SP), um dos controladores do PR.

Os outros três eram da cota do ex-ministro Alfredo Nascimento (PR-AM), que deixou o cargo na esteira das acusações de corrupção. Maria das Graças e Michiles foram exonerados "a pedido", diz o "Diário Oficial".

No Dnit, outro afastado foi Mauro Sérgio Almeida Fatureto e Luiz Claudio dos Santos Varejão, indicado pelo PT e que é ligado ao diretor do órgão Hideraldo Caron, cujo afastamento já foi decidido pelo governo e deve ser efetivado nesta semana.

A situação mais delicada era a de Rocha. Ele integrou o chamado Grupo Executivo, um comitê encarregado de administrar a dívida do antigo Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), que deu origem ao Dnit e é controlado por Valdemar Costa Neto.

Rocha é acusado de dar o aval para contratação de uma empresa de fachada pelo Dnit por R$ 18,9 milhões, segundo o jornal "O Estado de S. Paulo".

Os afastamentos foram decididos pelo ministro em comum acordo com a presidente. Passos recebeu aval de Dilma, com quem tem se reunido diariamente, para fazer uma reestruturação na pasta.