As mudanças a conta-gotas na área de transportes têm aumentado a irritação do Partido da República (PR) com a presidente Dilma Rousseff, que desde a saída de Alfredo Nascimento do ministério tem mandando afastar funcionários e evitado ouvir sugestões da legenda aliada.
Nesta quarta-feira, mais três servidores foram afastados do setor depois de uma série de denúncias de corrupção e do suposto funcionamento de um esquema de propina sobre os contratos de transportes que beneficiaria o PR. O PR nega as acusações.
O Diário Oficial desta quarta trouxe as exonerações de Eduardo Lopes, funcionário do ministério, e de Cleilson Queiroz e Pedro Ivan Guimarães Rogedo, que saíram da Valec (a estatal de ferrovias).
O líder do PR na Câmara, Lincoln Portela (MG), criticou a atitude do novo ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, e do governo nas exonerações.
"Lamento essa atitude de mandar gente embora do ministério a conta-gotas. O ministro deve fazer um exame minucioso, não tendencioso dos seus quadros", disse à Reuters.