O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, abatido por um câncer que revirou de ponta-cabeça a política do país membro da Opep, estabeleceu mecanismos de benevolência para presos da oposição que sofram de problemas de saúde.
Chávez defendeu no sábado medidas humanitárias para ajudar prisioneiros doentes, entre os quais há três pessoas condenadas por participação em uma tentativa de golpe em 2002.
O gesto despertou a expectativa de que o câncer que acomete Chávez o torne menos propenso a confrontos, ainda que isso não baste para resolver as divergências do presidente com críticos que o acusam de governar de maneira ditatorial.
Por outro lado, sua aparente capacidade para libertar dezenas de prisioneiros, bastando para isso apenas algumas poucas palavras num pronunciamento ao vivo pela TV, reaviva as acusações de que ele controla o Judiciário.
"Independentemente de quem sejam, das suas opiniões, ouso fazer um pedido humanitário para que eles recebam o tratamento médico de que precisam", disse Chávez pela TV antes de embarcar para Cuba, onde fará quimioterapia.