10 de julho de 2026
Internacional

Gaddafi descarta negociação e enfatiza divisão na Líbia

Da redação JCNet
| Tempo de leitura: 1 min

O líder líbio Muammar Gaddafi descartou na quinta-feira a possibilidade de negociar com os rebeldes que tentam derrubá-lo, gerando dúvidas sobre as chances de sucesso do Ocidente em mediar um fim para o conflito.

"Não haverá diálogo entre mim e eles até o Dia do Juízo", disse Gaddafi numa transmissão de áudio a milhares de simpatizantes em Sirte, sua cidade natal. "Eles precisam dialogar com o povo líbio ... e a eles que responderão."

O comício nessa pacata cidade litorânea atraiu homens com bonés verdes, mulheres agitando bandeiras e crianças com slogans pró-Gaddafi pintados no rosto, e mostrou como a Líbia pode estar distante de um fim negociado para o conflito que já dura cinco meses.

Com a aproximação do mês islâmico do ramadã, quando os confrontos armados devem parar, nem os rebeldes nem as forças de Gaddafi parecem ter uma vantagem decisiva.

Desde março, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) ajuda os rebeldes com bombardeios aéreos, mas isso não foi suficiente para permitir avanços significativos. Diante de uma campanha militar mais custosa e demorada do que o previsto, os governos ocidentais parecem agora se empenhar em uma solução negociada.

Na quarta-feira, a França disse que Gaddafi poderia permanecer na Líbia caso renuncie ao poder, que ocupa há 41 anos. Os EUA dizem que Gaddafi deve abdicar, mas que caberá ao povo líbio decidir se ele poderá ou não ficar no país. A União Africana também propôs negociações.

Mas, no pronunciamento de quinta-feira, Gaddafi pareceu confiante sobre suas chances de vitória sobre os rebeldes e sobre o Ocidente.