08 de julho de 2026
Polícia

Ladrões levam malote com R$ 3,2 mil

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 5 min

Os crimes de roubo a malotes tornaram-se cada vez mais comuns em Bauru. Na manhã de ontem, as vítimas foram funcionários de uma empresa localizada na Vila Bela. Os ladrões chegaram em uma motocicleta e levaram o malote com três cheques de R$ 90,00, um de R$ 434,00 e um R$ 2.500,00, somando exatamente R$ 3.204,00. As polícias Militar e Civil alertam para cuidados simples que podem coibir a prática do crime.

Os dois ladrões chegaram à empresa por volta das 10h30 desta segunda-feira em uma motocicleta Honda CG Titan de cor preta no exato momento em que os dois funcionários, um deles motorista da empresa, saíam com o malote. Segundo informações colhidas junto ao boletim de ocorrência (BO), o garupa saltou da motocicleta com uma arma em punho e anunciou o assalto.

Imediatamente, os funcionários entregaram o malote com os cheques e os assaltantes fugiram. A equipe de reportagem esteve no local dos fatos, mas ninguém da empresa quis se manifestar sobre o assunto. Não se sabe ao certo para que tipo de pagamento o dinheiro seria utilizado, mas os cheques já foram sustados.

Números


De acordo com um levantamento extraoficial feito pelo Jornal da Cidade, a média de registros de crimes como este na cidade, conhecidos como roubos a malote ou golpe da "saidinha" de banco, é de pelo menos dois ao mês. O mais recente deles aconteceu no dia 13 de junho na quadra 6 da rua Antônio Manoel da Costa, Jardim das Orquídeas, em Bauru.

Na ocasião, as duas vítimas - cujos nomes foram preservados pela reportagem -, de 20 e 24 anos, haviam acabado de sair da loja de informática de propriedade de ambos quando, a poucas quadras do local, foram abordadas por um homem negro, magro e alto em uma motocicleta Honda CG azul com a placa dobrada.

O ladrão mostrou um revólver calibre 38 anunciando o assalto e exigiu o dinheiro que levavam, que somava R$ 43.790,00. As vítimas tentaram alegar que não estavam com a quantia, porém, o homem afirmou saber da existência do montante, obrigando-os a entregar o malote.

Segundo o boletim de ocorrência (BO), a loja recebe contas de energia da CPFL Paulista e os empresários estariam fazendo o transporte até uma agência bancária quando foram assaltados. O ladrão fugiu em direção ao Jardim Carolina e levou a chave do veículo em que as vítimas estavam.

Ainda naquele mesmo mês, exatamente dez dias antes, dois assaltantes haviam levado R$ 9 mil de uma vítima que havia acabado de sacar o montante em uma agência bancária na quadra 32 da avenida Nações Unidas, em Bauru.

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Delito cíclico


Com o trabalho ostensivo das polícias Militar e Civil, o número de ocorrências envolvendo roubo a malotes com grandes quantias de dinheiro diminuiu.

Cledson Luiz do Nascimento, delegado da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Bauru, confirma que a prisões de criminosos contribuíram para a queda dos registros de crimes nas "saidinhas" de banco. No entanto, alerta que essa prática é cíclica.

"Nós desbaratamos uma quadrilha inteira na Operação Arsenal, mas esse crime é cíclico porque os criminosos entram e saem das penitenciárias e, consequentemente, voltam a praticar esses crimes", diz.

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Segundo delegado, este crime é de oportunidade


Cledson Luiz do Nascimento, delegado da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Bauru, define a prática desses criminosos como uma situação de oportunidade. "É um tipo de delito que a gente percebe que, sempre que ocorre, é porque há vazamento de informação privilegiada por parte de alguém do estabelecimento roubado ou, até mesmo, da agência bancária", revela.

O delegado destaca que em vários Estados os bancos adotaram medidas mais efetivas para coibir o crime, como proibir o uso de aparelhos celulares dentro de agências e manter o circuito interno de câmeras funcionando, o que tem diminuído significativamente os registros desses roubos nas "saidinhas" de banco.

Desde que foi deflagrada pelos policiais civis da DIG de Bauru, a Operação Arsenal resultou na prisão, em abril deste ano, de Álvaro Raul Teixeira da Silva Taicico, 27 anos, o ?Catatau?; André Luís da Cunha, 24 anos, o ?Dézinho?; e Roberto de Jesus Vaz, 34 anos, o ?Betinho?. Já Bruno Eduardo Rodrigues De Souza, 21 anos, foi capturado no dia 2 de maio. Com a prisão de Claudemir Aparecido Martins, 41 anos, o "Véio", e Wagner Gomes Franco, 31 anos, a operação já soma seis integrantes da quadrilha especializada em roubos a malotes capturados somente neste ano.

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Cautela e atenção!


Desde o dia 6 de junho, o comando da Companhia de Força Tática da Polícia Militar (PM) de Bauru deflagrou a Operação Pagamento. Como o próprio nome diz, nas datas próximas às datas de pagamento de salários e também datas comemorativas - como Dia dos Namorados, Dia dos Pais -, policiais da Força Tática aumentam o patrulhamento perto de agências bancárias mais movimentadas, como as da região central.

As viaturas posicionam-se em locais estratégicos como as avenidas Rodrigues Alves, Duque de Caxias e Getúlio Vargas, onde se concentra o maior número de bancos da cidade. Já as motocicletas das Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas (Rocam) efetuam patrulhamento nas proximidades visando coibir o crime.

"Essa operação a Força Tática continua desenvolvendo, porque é um período em que um volume maior de dinheiro acaba circulando. É importante salientar que as pessoas evitem o máximo possível essas transações optando por fazer transferências (de dinheiro) eletrônicas. Se não tiver condições de fazer isso, a rotina deve ser mudada também para evitar a possibilidade de roubo", destaca o capitão Renato Ramos, comandante da Companhia de Força Tática da PM de Bauru.

Os arredores das empresas também devem ser monitorados constantemente. Indivíduos passando diversas vezes pelo local ou em atitude suspeita devem ser denunciados à PM através do telefone 190.