08 de julho de 2026
Regional

Grave acidente mata cinco e deixa dois feridos em Avaí

Da Redação
| Tempo de leitura: 4 min

Avaí ? Uma colisão frontal entre dois veículos, registrada ontem de manhã na vicinal João Germano Betting, que liga Duartina a Avaí, deixou um total trágico de cinco mortos e dois feridos, um deles com gravidade. A Polícia Civil informou que vai instaurar inquérito para apurar as circunstâncias do acidente.

O choque ocorreu por volta das 10 horas, quando o Gol de cor bege, placas BJK-2367, de Reginópolis, que seguia sentido Duartina-Avaí, por razões a serem apuradas, colidiu frontalmente com o Ford Escort de cor azul, placas BPP-6717, de Bauru, que vinha na direção contrária.

Com o impacto, o condutor do Gol, Dorival Freitas Novaes, 75 anos, e a passageira Ilda Moreno Novaes, 72 anos, ambos moradores de Reginópolis, tiveram morte instantânea. Além do casal, também morreram no local Ueliton Miguel Lopes da Silva, 22 anos, Valdelice Alcântara de Lisboa, 72 anos e Willian Henrique de Lisboa, 26 anos, moradores de Avaí, que estavam no Escort.

Outros dois passageiros do Escort, João Vitor Henrique de Lisboa, 17 anos, e Débora Ferrari, 14 anos, tiveram ferimentos em várias partes do corpo e receberam atendimento emergencial ainda no local do acidente. Em seguida, os dois foram socorridas pelo SAMU de Bauru e por uma ambulância do Centro de Saúde de Avaí ao Pronto-Socorro Central de Bauru.

Segundo informações fornecidas pelo enfermeiro do Centro de Saúde de Avaí Márcio Roberto de Almeida Fuliotti, que prestou os primeiros-socorros às vítimas, João Vitor teve uma fratura no braço e escoriações no rosto e no corpo. Débora, em estado mais grave, teve uma fratura no fêmur, fraturas na parte inferior das duas pernas e um corte profundo no rosto.

A adolescente foi transferida ainda ontem para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Base (HB) de Bauru, onde permanecia internada em estado grave até o fechamento desta edição. Já João Vitor estava em observação no PSC e seu estado de saúde era regular.

Em entrevista ao Jornal da Cidade, o sargento Dimas Franco de Souza, comandante da PM de Avaí, que acompanhou o resgate das vítimas, explicou que o acidente ocorreu em trecho de curva. Segundo ele, as causas da colisão serão apuradas em inquérito, com base nos laudos da perícia técnica.

"Toda vicinal é perigosa. Os acidentes acontecem e, aqui, é um local de curva, mas a verdadeira causa desse acidente será apurada através de um inquérito que será instaurado pela Policia Civil", diz.

Resgate das vítimas


O trabalho de atendimento e resgate às vítimas contou com a participação de nove homens do Corpo de Bombeiros de Bauru. A operação, chamada de "Trem de Socorro", foi comandada pelo 1º tenente do grupamento de Bombeiros Victor Félix Tozi Bomfim e durou cerca de duas horas.

Segundo o comandante, ocorrências como esta requerem deslocamento de várias viaturas da corporação para que outros acidentes não aconteçam. "Na verdade, acionamos viaturas específicas para muitas funções. Como desta vez foram várias vítimas, nós deslocamos a viatura do tenente, a viatura de Resgate e a equipe de salvamento, com a viatura Alto Bomba, aquela grande que carrega água e demais aparatos utilizados pelos homens da corporação", explica.

"Nós realizamos esse tipo de acionamento porque, em ocorrências graves como esta, temos que estar preparados para qualquer outro problema que possa ocorrer". Os equipamentos utilizados pelos Bombeiros em casos de vítimas presas em ferragens são chamados de "desencarceradores" - ferramentas hidráulicas específicas para este tipo de serviço.

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Tragédia familiar


Desolado com a morte de sua mãe, Valdelice Alcântara de Lisboa, 72 anos, e de seu irmão Willian Henrique de Lisboa, 26 anos, José de Lisboa conversou com a reportagem do JC no local do acidente e descreveu a tragédia pela qual passou sua família. "Ligaram em casa, eu pedi para que um outro irmão meu viesse para cá e, então, ele me ligou e disse que era grave, mas não me falou que eles tinham morrido. Só fiquei sabendo quando cheguei aqui", conta.

"Essa rodovia sempre foi perigosa. É mesmo a rodovia da morte pelo grande número de acidentes que já aconteceram aqui. Minha família ia fazer compra em Bauru. Agora, perdi eles, perdi minha mãe e meu irmão".

A reportagem também tentou conversar com os familiares do casal que morreu no acidente. Muito abalados, os filhos de Dorival Freitas Novaes e Ilda Moreno Novaes, 72 anos, não quiseram gravar entrevista. Apenas informaram que seus pais eram muito queridos e respeitados na região onde viviam.