Oslo - O serviço de inteligência da Noruega afirmou ontem que não há indícios de que o terrorista Anders Behring Breivik, 32 anos, tenha tido apoio de aliados nos ataques que cometeu na semana passada,
Dois ataques cometidos pelo ultradireitista deixaram ao menos 76 mortos no país nórdico, até então modelo de estabilidade. Em depoimento à Justiça na segunda-feira, Breivk disse que duas células terroristas estariam prontas para continuar a matança que ele havia iniciado.
Essas declarações colocaram em alerta aos serviços de inteligência internacionais sobre a eventual existência de uma rede de terror paneuropeia de motivação ultradireitista e xenofóbica.
"Até agora não temos nenhuma indicação de que ele tenha cúmplices ou de que existam mais células (terroristas)", afirmou ontem a chefe do setor de inteligência doméstica do governo, Janne Kristiansen. "Quando terminarmos este estágio da investigação, as polícias e serviços secretos de todo o mundo terão que sentar e discutir o que fazer para evitar esses lobos solitários."
Ontem, quando o primeiro-ministro, Jens Stoltenberg, pediu uma revisão dos procedimentos de segurança do país e da forma da polícia atuar, a Noruega foi vítima de duas ameaças falsas.
No período da manhã, a estação ferroviária central de Oslo foi parcialmente esvaziada pela polícia, depois que uma mala suspeita foi achada em um ônibus. As autoridades pensaram que se tratava de outra bomba, mas não foram encontrados explosivos na bagagem.
Em outro caso, a polícia emitiu um alerta para prender um suposto simpatizante de Breivik. Depois descobriu-se que o suspeito não passava de um homem com problemas mentais. Stoltenberg, anunciou a criação de uma comissão independente para investigar o duplo atentado.