O retorno do Congresso aos trabalhos na próxima semana trará de volta ao centro das atenções políticas insatisfações de aliados do governo Dilma Rousseff, com a demora em nomeações, não liberação de emendas deste ano e falta de interlocução, que podem dificultar as ações do Executivo para o segundo semestre.
Haveria um "caldeirão" de descontentamentos em ebulição, nas palavras de um assessor do Palácio do Planalto, e as consequências disso ainda não são mensuráveis. A saída estaria atrelada à capacidade de articulação política do governo, para evitar que haja contaminação da pauta prioritária do Executivo.
É nesse quadro de insatisfações que a oposição aposta para conseguir, por exemplo, criar uma CPI e investigar o setor de transportes, alvo de denúncias. No Senado, um requerimento para abrir uma investigação já conta com 23 assinaturas e faltam apenas quatro para formalizar o pedido.
Até agora, seis senadores filiados a partidos da base aliada assinaram o requerimento do PSDB. O líder dos tucanos no Senado, Álvaro Dias (PR), aposta nos aliados descontentes para aprofundar a crise no setor.