09 de julho de 2026
Bairros

Incêndio em mato se alastra rápido e quase atinge hotel

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 3 min

Um incêndio possivelmente criminoso, segundo o Corpo de Bombeiros, quase atingiu um hotel localizado na avenida José Vicente Aiello na tarde de ontem. O fogo começou em um matagal no Jardim Estoril e se alastrou até outro terreno baldio da avenida, nas proximidades de diversos condomínios fechados, chegando a queimar parte do muro do hotel. A ajuda de funcionários do estabelecimento e a rápida chegada do Corpo de Bombeiros fizeram com que o fogo fosse controlado a tempo.

Alexander Jalbin, morador do hotel desde 2007, conta que notou o incêndio por conta do barulho vindo do terreno. "Como eu sou médico de resgate, fiz cursos de preparação e primeiros socorros para incêndio. Então resolvi ajudar e chamei o pessoal também", contou.

O fogo chegou às proximidades do hotel, alastrando-se pelo matagal que fica entre o Jardim Europa, a favela do mesmo bairro e a do Parque das Nações.

"A sorte foi que várias coisas influenciaram para que o incêndio não se alastrasse com maior proporção. Apesar de ter muito mato, a vegetação estava verde e não muito seca. Ali também passa um córrego e a ajuda que o pessoal do hotel deu também foi muito importante para que pudéssemos chegar a tempo de controlar o fogo", destacou o 2º sargento, Davi Correia de Godoy.

Jalbin criticou a atitude da população, que também prejudica a fauna do local. "Ali vivem cobras, lagartos, diversos pássaros. Fico com o coração partido de pensar em como esses animais ficarão. Além disso, as queimadas prejudicam muito as bronquites. É muita falta de conscientização da população".

Conscientização


Nesta época do ano, é comum a umidade relativa do ar diminuir e o tempo ficar mais seco por conta do inverno. Esses fatores são cruciais para que um pequeno foco de fogo se alastre com rapidez. Mesmo assim, muitos não se atentam ao problema e continuam ateando fogo nos terrenos baldios, que ficam com mato alto e muito lixo acumulado.

O capitão Osmar Amaro dos Santos Júnior, que estava no subcomando do 12º Grupamento de Bombeiros na tarde de ontem, pede que a população se conscientize.

"A população não deve atear fogo de forma alguma em matos, principalmente nesta época do ano. A atitude é crime ambiental e pode fugir do controle podendo chegar a edificações e tomar proporções maiores", destacou.

Além do alerta, o capitão ressalta que as edificações localizadas nas proximidades de terrenos dever precaver-se capinando ao redor do lote, deixando uma faixa de espaço entre o terreno e a edificação. "Essa faixa é uma forma de estar protegendo a edificação porque se houver incêndio no terreno não atinge a edificação", acrescentou o capitão.

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Sobrecarga


Os inúmeros focos de incêndio que se formam pela cidade nesta época do ano também sobrecarregam esse atendimento específico do Corpo de Bombeiros. São apenas três viaturas, sendo um autotanque e dois autobomba para suprir toda a necessidade de Bauru e outras diversas cidades da região que são atendidas pelo Corpo de Bombeiros local como Arealva, Avaí, Balbinos e Cabrália Paulista.

De acordo com o capitão Osmar Amaro dos Santos Júnior, que estava no subcomando do 12º Grupamento de Bombeiros na tarde de ontem, o autotanque tem capacidade maior de armazenamento e pode levar cerca de 10 mil litros de água. Geralmente, esta viatura fornece água para a autobomba, que aumenta a pressão da água. No entanto, o autotanque pode ser utilizado em pequenos focos de incêndio em mato. A autobomba armazena 4 mil litros.

Na edição do último dia 18, o JC mostrou a dificuldade que o Centro de Operações do Corpo de Bombeiros teve para atender mais de 35 chamados para focos de incêndio em Bauru e região. Até 20h, apenas 15 dessas solicitações haviam sido atendidas.