10 de julho de 2026
Nacional

Manifestação contra maconha reúne 800 pessoas em São Paulo

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - Uma manifestação contra a maconha reuniu cerca de 800 pessoas ontem em São Paulo, de acordo com estimativa da PM. A expectativa dos organizadores era bem mais otimista - esperavam reunir 100 mil manifestantes.

O grupo saiu por volta das 11h10 do Masp, na avenida Paulista, centro de São Paulo, e segue em direção à Assembleia Legislativa de São Paulo. Às 11h20, ocuparam duas faixas da Paulista no sentido zona sul.

A grande maioria vestia uma camiseta com a mensagem: "A família brasileira diz não à liberação da maconha". Alguns também carregavam faixas com dizeres como "A legalização da maconha destrói seu filho" e "Você daria maconha ao seu filho?".

Parte deles também foi vestida de hippie para o protesto. "O sonho de liberdade do movimento hippie hoje está sendo usado na campanha pela liberação da maconha", justifica o historiador Marcelo Borges, 30 anos, que veio de Goiânia.

Os manifestantes são ligados ao Instituto Espiritual Xamanico Céu Nossa Senhora da Conceição, presente em 150 cidades do País, e liderado pelo escritor ecumênico Xamã Gideon dos Lakotas, espécie de guru religioso da entidade. Parte dos que protestavam na Paulista ontem veio de outros Estados e de cidades do Interior de São Paulo.

O grupo faz frente aos organizadores da Marcha da Liberdade, ocorrida em várias cidades, entre elas São Paulo, no último dia 18 de junho, e da Marcha da Maconha, realizada em 2 de julho.

A primeira comemorou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que autorizou manifestações favoráveis à maconha. A segunda reuniu 2 mil pessoas na mesma avenida Paulista.

A manifestação ocorre na esteira do debate sobre a descriminalização da maconha.

Segundo os organizadores, o grupo vai propor à Câmara dos Deputados a realização de um plebiscito no País sobre a liberação da droga. Garantem que 80% dos brasileiros serão contra a descriminalização. A reunião na Câmara está marcada para 10 de agosto.

Uma outra manifestação contra a droga também já está marcada. De acordo com o grupo, o ato de ontem é só um "aviso" - uma manifestação bem maior é planejada para o dia 17 de dezembro.