10 de julho de 2026
Regional

Pizza deve marcar a sessão da Câmara em Jaú nesta noite

Tânia Morbi
| Tempo de leitura: 2 min

Jau - Um grupo de cerca de 50 universitários se organiza para fazer uma manifestação pacífica hoje à noite, na Câmara de Jaú (47 quilômetros de Bauru). A proposta é distribuir pedaços de pizza entre os presentes em protesto pela não abertura da Comissão Processante (CP) contra o prefeito Osvaldo Franceschi Júnior (PV), que foi rejeitada pela maioria dos vereadores na sessão de segunda-feira, 25. Foram oito votos a três.

O relatório da Comissão Especial de Inquérito, que ficou conhecida como "CEI dos Atos Secretos" apontou suposto crime de responsabilidade e improbidade administrativa e pedia a abertura de uma CP.

Fernando José Salvador Pedro, 26 anos, aluno do curso de Tecnologia em Logística da Fatec (Faculdade de Tecnologia), de Jaú, é presidente do Centro Acadêmico e organizador do evento. De acordo com ele, essa será a segunda manifestação questionando o posicionamento da Câmara em relação a denúncias contra o prefeito da cidade. O Movimento Estudantil Jauense foi favorável ao trabalho da CEI, mas é contra o arquivamento das denúncias contidas no relatório final.

"Na verdade, quando surgiu o caso dos Atos Secretos, os vereadores tinham se recusado a investigar e a gente fez uma primeira manifestação contra isso, no sentido de que se havia suspeita deveria se investigar. Então, devido à nossa pressão, abriram a CEI. A CEI era só para investigar. A CEI apontou erros políticos e administrativos. Na última segunda-feira, foi lido relatório da CEI e votado a abertura da Comissão Processante, e essa sim, julgaria o prefeito. Só que os vereadores se esquivaram e votaram contra a abertura da comissão. A questão da CEI foi apurada por vereadores mistos, da situação e da oposição. Então acredito que não foi uma coisa viciada, acredito que foi apurada de forma limpa".

Além de estudantes da Fatec e da Fundação Educacional de Jau , participam do Movimento Estudantil Jauense alunos da cidade que frequentam cursos em Bauru e Araraquara.

A mobilização, de acordo com o presidente do diretório, foi organizada pela Internet, já que as aulas devem retomar também nessa segunda-feira. "A sala de sessões da Câmara é pequena, se você for com bastante gente não entra. Então, não é tanto a questão da quantidade, mas de fazer o ato e do impacto que isso vai ter para os vereadores, no sentido deles perceberem que a população não fica quieta diante disso que está acontecendo", afirmou.