Outras sete pessoas, entre dirigentes e conselheiros, serão incluídas na ação civil pública protocolada em junho do ano passado do caso Odontoma, responsável por apurar denúncias de irregularidades envolvendo a antiga diretoria da Associação Hospitalar de Bauru (AHB). A informação é do procurador da República Pedro de Oliveira Machado.
"Somente agora tive acesso a algumas informações que possibilitam a inclusão dessas pessoas. Estou preparando essa adição e, em breve, irei apresentar à Justiça. São pessoas que, direta ou indiretamente, contribuíram para que o dinheiro fosse utilizado de maneira irregular", explica.
A ação civil apontava que Saab não tinha autorização para pagar multa pessoal - no valor de R$ 4 milhões - pelas irregularidades praticadas em 2003 na compra de equipamentos da Cardiosul, com dinheiro de empréstimo realizado pela AHB junto à Caixa Econômica Federal (CEF).
Segundo o promotor federal, serão sete pessoas incluídas, sendo que, entre elas, estão antigos dirigentes e conselheiros da associação. "Espero apresentar essas novas pessoas ainda no mês de agosto".
A ação, protocolada pelo procurador da República Pedro de Oliveira Machado no ano passado, pedia a condenação por improbidade do ex-presidente da AHB Joseph Georges Saab e do responsável pela Cardiosul Comercial Ltda, Jonas Florêncio da Rocha.
A Operação Odontoma - ação do Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual e Polícia Federal (PF) - foi deflagrada em 29 de outubro de 2009 para apurar o destino de R$ 16 milhões obtidos em empréstimo, origem de honorários pagos aos cirurgiões dentistas da equipe de bucomaxilo, aquisição de insumos, equipamentos e medicamentos e a compra e utilização de materiais cirúrgicos na AHB.
Na ocasião, cerca de 60 policiais federais cumpriram 12 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão temporária. A operação se desmembrou em quatro inquéritos que estão sendo investigados pela PF. Dois deles já foram concluídos.