08 de julho de 2026
Geral

Vitória Régia vira parque de verdade

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

A programação de aniversário de Bauru transformou o Vitória Régia em um parque de verdade. Nos últimos dois dias, ver famílias inteiras passeando pelo local, jovens namorando, crianças soltando pipa, construindo castelos de areia, jogando bola e andando de bicicleta, entre outras atividades, foi algo corriqueiro. E tem mais hoje.

A cena lembra os parques dos grandes centros urbanos, onde as pessoas costumam passear com os filhos, com as namoradas, namorados, animais de estimação ou simplesmente sozinhos. E, muitos, passam o dia lá.

Ao contrário do que ocorre normalmente, o Parque Vitória Régia tem vivido neste fim de semana prolongado uma intensa agitação, com coisas para se fazer em todo canto que se olha. O parque está pulsando, se encheu de vida, cada metro quadrado sendo usado por gente que veio dos diferentes cantos da cidade.

"Que bom se todo fim de semana fosse assim", sonha Sandra Regina Fernandes, que estava sentada debaixo da sombra de uma árvore. Ela e o marido Emerson estenderam uma toalha no gramado e lá acomodaram toda a família. Ele vieram da Vila Santa Terezinha. Chegaram no começo da tarde e ficariam até o anoitecer.

Sandra estava feliz porque, além do espaço para as crianças brincarem, havia também pula-pula, escorregador e outros brinquedos de graça. Ela conta que todo ano a família comparece aos festejos de aniversário da cidade. "É sempre gostoso, porque tem várias coisas para se fazer e assistir. Isso deveria ocorrer com mais freqüência", sugere.

Do outro lado do parque estava o técnico em eletrônica Marcos Aurélio Gimenes, acompanhado do filho Lucas, 5 anos, na fila aguardando a vez para brincar no escorregador. De lá, o garoto iria para outros brinquedos, ou seja, mais filas pela frente.

Apesar do teste de paciência, o pai não reclamava. "Por eles (filhos), a gente espera o quanto for preciso", dizia. E a mãe, Rosana, complementou. "Às vezes, a gente prefere ficar em casa descansando, mas o que os filhos querem é sair. E nós aproveitamos também", fala, com a pequena Ana Laura, 1 ano e meio, no colo. "E no ano que vem serão dois para enfrentar fila", prevê ela.

Em outro canto, estava Guilherme Soares, 6 anos, acompanhado dos pais Eduardo e Marivalda. Com uma aranha pintada no braço direito, o garoto não escondia sua satisfação com a "tatuagem" feita gratuitamente por uma equipe na barraca do Sesi.

O fato do parque não estar muito cheio ontem à tarde foi comemorado por Eduardo. "Assim fica mais fácil de aproveitar o que a festa proporciona. Não há tumulto", comenta.

A poucos metros dali, havia alguns veículos do Exército em exposição. Tinha um obuseiro, popularmente conhecido como canhão, uma viatura e um tanque de guerra. Foi uma das atrações mais concorridas, com a presença de muitas crianças curiosas para ver, tocar e tirar fotos, mas tinha também muita gente grande interessada.