As perspectivas para a economia brasileira são positivas, mas há sinais de superaquecimento, avaliou o Fundo Monetário Internacional (FMI), pedindo mais medidas, sobretudo fiscais e no crédito, para lidar com os riscos.
Em relatório anual sobre o país divulgado nesta quarta-feira, o FMI manteve sua previsão de crescimento econômico brasileiro neste ano em 4,1 por cento. O organismo estimou uma inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 6,3 por cento.
"A diretoria executiva congratulou as autoridades pela gestão macroeconômica saudável e o sólido arcabouço de política econômica... Os diretores concordam que, embora a perspectiva continue em geral favorável, existem sinais de superaquecimento", disse o organismo.
O FMI acrescentou que recebeu bem a retirada gradual das medidas de estímulo fiscal adotadas pelo governo brasileiro durante a crise global de 2008, mas considera "que um aperto fiscal adicional ajudaria a baixar a inflação e administrar o influxo de capitais". Isso reduziria a necessidade de elevar mais os juros.