07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

? Esgoto

Enquanto o prefeito, sabe-se lá por que, diz a seus assessores e correligionários que "não tem nada disso", a Sabesp já tratou de pedir o projeto executivo da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) ao DAE. Neste tema, é o prefeito quem coloca a "carroça na frente dos bois", a começar pelo projeto executivo, cujo conteúdo está em suas mãos há mais de dois meses. Sequer a apresentação do projeto foi feita.

? Detalhes

O projeto executivo da maior obra pública de Bauru, a mais cara pelo menos das últimas décadas, merece muito mais que correria do prefeito para viabilizar o tratamento de resíduos com maior velocidade. É preciso audiência pública para que a contratada apresente o estudo e deve haver, no mínimo, tempo hábil para que se possa consultar as planilhas e os descritivos de engenharia junto a outros profissionais.

? Conteúdo

O financiamento do tratamento de esgoto em Bauru tem a alternativa de ser por módulo, mas não na velocidade política que o prefeito e grandes construtores com acesso a Brasília desejam. Até agora, se a Secretaria dos Recursos Hídricos confirmar a antecipação de receita sem financiamento embutido em virtual contrato com a Sabesp, a proposta dá sinais de ser plausível do ponto de vista do custo da obra. Mas é preciso ver todos os ângulos... e com lupa.

? Concreto

O prefeito tem de ir devagar com o andor, senão o santo despenca. Impor prazo para lançar financiamento para quem demorou muito com o tema é inconcebível. O Ministério das Cidades não gostou nada de Rodrigo ter inscrito Bauru no programa de saneamento e depois nem ter apresentado projeto de lei na Câmara, ainda no governo Lula. Agora, é preciso muita discussão. O bauruense está financiando este projeto desde abril de 2006 em sua conta do DAE, rigorosamente, todo mês!

? Contaminar

O que não pode "contaminar" a discussão sobre o esgoto é de onde virá a solução. Isso porque fica claro que o PT quer que a "solução" tenha carimbo de Brasília e o PSDB de São Paulo. Mas até agora nenhum centavo foi viabilizado. Financiamento sempre foi proposto. Mas o nível de endividamento em troca da redução do tempo de entrega da obra não é convidativo. E que não venham com ciúme da proposta estadual por esta ter sido colocada em discussão pelo PV.

? Nova UPA

Como aconteceu com a UPA do Mary Dota, a da Bela Vista deverá ser entregue sem gerador de energia. A expectativa do prefeito é inaugurar em 31 de agosto. Até lá, a empresa não concluirá os serviços da rede elétrica, aditados em contrato, que viabilizem a instalação do equipamento, que Rodrigo classificou como ?opcional?. A UPA do Mary Dota foi entregue até sem rede lógica.

? Dinheiro

A Confederação Nacional de Municípios encaminhou ofício à Presidência da República com reivindicações de 2.600 cidades. O documento pontua as dificuldades para cumprir as novas orientações em relação à movimentação financeira de transferências da União aos Estados, Distrito Federal e municípios, publicadas no final de julho. A transferência tem de ser feita em banco federal (leia-se CEF e BB). Bauru, por sorte, tem, no momento, movimentação via CEF.