10 de julho de 2026
Política

Demissão de Jobim já era esperada no Congresso

Da redação JCNet
| Tempo de leitura: 1 min

A demissão do ministro da Defesa, Nelson Jobim, não causou surpresa entre a base aliada e a oposição no Congresso Nacional. Segundo o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PT-PE), Jobim "feriu" a autoridade da presidenta Dilma Rousseff com declarações recentes e sua saída já era prevista. Já o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), considerou boa a substituição de Jobim por Celso Amorim no Ministério da Defesa.

"Era um desfecho anunciado [a demissão de Jobim]", disse Humberto Costa. "O ministro deu declarações que causaram constrangimentos à presidenta e à base parlamentar do governo. Em alguns momentos, chegou a ferir a autoridade de Dilma."

A oposição considerou normal a saída de Jobim. "Não há possibilidade, em qualquer país desenvolvido, de haver no governo um ministro que não concorde com o projeto do qual ele faz parte", observou o senador Randolfe Rodrigues (P-SOL-AP), ao se referir às recentes declarações de Jobim à imprensa.

O líder do Democratas, senador Demóstenes Torres (GO), lamentou a saída do ministro. De Goiânia, Demóstenes disse que Jobim "modernizou" o Ministério da Defesa. Já senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) atenuou as declarações feitas por Jobim sobre as ministras de Relações Institucionais, Ideli Salvatii, e da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. Joibm classificou Ideli como "fraca" e disse que Gleisi desconhecia Brasília.