10 de julho de 2026
Nacional

Dilma repete Lula e pede para os brasileiros não pararem de consumir

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - Como Lula em 2008, a presidente Dilma Rousseff pediu ontem que o brasileiro não deixe de consumir, como forma de ajudar a proteger o Brasil da crise econômica internacional. Ontem, mais uma vez o Brasil foi destaque no noticiário financeiro internacional como um dos mercados de pior desempenho no mundo. A brasileira Bovespa derreteu ontem mais 8,08%, a pior baixa desde outubro de 2008, só perdendo para a Bolsa de Buenos Aires (-10,73%).

Em entrevista no Palácio do Planalto, ela afirmou que não é um momento para "brincar e sair por aí gastando o que não temos", porque o Brasil não é "uma ilha isolada no mundo" e não está "imune" às turbulências econômicas do mundo, mas que o consumo deve continuar porque o País não passa por "nenhuma ameaça".

Em 2008, a política adotada pelo governo Lula para reagir à crise internacional foi turbinar o consumo interno com isenções de impostos e ampliação de programas de redistribuição de renda.

Ontem, a presidente fez um apelo para que todos os segmentos da sociedade tenham "muita tranquilidade, muita calma e nenhum excesso". Perguntada se o Brasil, caso chamado a ajudar economias em crise, poderia prestar ajuda financeira, a presidente afirmou que o País "não se furtará" a cumprir seu papel.

Dilma disse que está "com aquela preocupação que me faz não ser uma pessoa alheia à realidade", mas que tomará todas as medidas necessárias. Dilma afirmou que o mercado interno é uma "grande vantagem" que o País tem.

Ao final da conversa com os jornalistas, Dilma foi perguntada se a nova crise era também uma "marolinha" -termo utilizado por Lula em 2008 para se referir o efeito que a crise econômica daquele ano teria no Brasil. Ela riu e, em tom de brincadeira, disse que não se deixaria levar por provocações.

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Opinião de Mantega


Brasília - O ministro Guido Mantega (Fazenda) reconheceu ontem que, caso a crise internacional nos mercados da Europa e EUA se prolongue, o Brasil poderá ter que rever sua meta de crescimento para baixo. "Não podemos fazer milagre", disse Mantega, depois da reunião de coordenação do governo, no Palácio do Planalto. Ele não quis dar detalhes sobre o que o governo planeja fazer para se proteger da crise por afirmar que "é prematuro", já que a situação poderá começar a melhorar nas próximas semanas.

O ministro afirmou que os problemas são "crônicos" nos países desenvolvidos e que a "situação de crise" irá se prolongar pelos próximos anos. Caso haja menos consumo, o mundo poderá caminhar para uma recessão, afirmou. Mantega disse que o Brasil "não está no epicentro" da crise, mas sente seus efeitos. Por isso, o governo pretende fortalecer a fiscalização tributária no País e fortalecer empresas brasileiras.