09 de julho de 2026
Internacional

Coreia do Norte rejeita abertura e reformas

Da Redação JCnet
| Tempo de leitura: 1 min

A Coreia do Norte, país mais fechado do mundo, não tem que se abrir nem fazer reformas, disse o jornal governista na terça-feira, acusando os Estados Unidos de tentarem coibir o socialismo.

                                

Mas, numa rara concessão, o jornal Rodong Sinmun, órgão oficial do Partido dos Trabalhadores (comunista), admitiu indiretamente o que o resto do mundo já diz há décadas; que a economia norte-coreana enfrenta problemas.

                                

"As 'reformas' e a 'abertura' tão propaladas pelos imperialistas e reacionários não são 'um remédio' para a RPDC enfrentar suas dificuldades econômicas ou revitalizar sua economia", disse o jornal, referindo-se à sigla oficial do país.

                                

A economia centralizada da Coreia do Norte, que há apenas poucas décadas era mais robusta que a do seu vizinho do sul, despencou depois da desintegração da União Soviética, em 1991.

                                

Mesmo assim, Pyongyang aferrou-se à sua política da "juche" (autonomia), enquanto o resto do mundo comunista se curvava ao capitalismo.

                                

A "juche" foi uma criação de Kim Il-Sung, pai do regime comunista norte-coreano, na década de 1950, que defendia "a capacidade de agir independentemente, sem levar em conta a interferência externa".

                                

Nos últimos anos, o isolamento norte-coreano cresceu ainda mais, devido a sanções internacionais contra o seu programa de armas nucleares e mísseis de longo alcance.