11 de julho de 2026
Política

Com prisões no Turismo, aliados têm novo alvo para reclamações

Da redação JCNet
| Tempo de leitura: 1 min

Líderes da base aliada na Câmara deixaram de lado nesta terça-feira as insatisfações com o Palácio do Planalto e unificaram o discurso para criticar a decisão da Justiça de determinar a prisão de funcionários do Ministério do Turismo pela Polícia Federal.

Entre os 33 presos pela PF na Operação Voucher, que investiga desvios de recursos na pasta, está o atual secretário-executivo do ministério, Frederico Silva Costa, além do secretário nacional de Desenvolvimento de Programas de Turismo, Colbert Martins, filiado ao PMDB, entre outros funcionários da área.

Até agora, o ministro do Turismo, Pedro Novais, não teve seu nome envolvido na investigação e recebeu apoio do governo depois de conversar com a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann.

"Foi um abuso o que ocorreu (nessa operação)", disse o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP) à Reuters. Um dos vice-líderes do governo disse, sob a condição de anonimato, que o sentimento geral é de "revolta" com a ação da Justiça e da Polícia Federal.

O líder do PDT, deputado Giovanni Queiroz (PA), foi além. "Agora todo mundo que assina um papel é culpado? E se lá na frente não for culpado, quem vai para a cadeia? O membro do Ministério Público, o juiz?", questionou.

A operação policial serviu para afastar momentaneamente as dificuldades de coesão dos partidos da coalizão por conta da não liberação de emendas parlamentares e pela decisão da presidente Dilma Rousseff de afastar aliados dos cargos que ocupavam em ministérios que se tornaram alvos de denúncia de corrupção.

Com o novo caso, o alvo comum dos parlamentares deixou momentaneamente de ser a administração Dilma e passou a ser a Justiça Federal.