? Compra do sassami
As tirinhas de frango voltaram a ser compradas pela Prefeitura de Bauru para abastecer a merenda escolar. A licitação aponta como primeira colocada a empresa Campos Oliveira & Ghiraldi, uma microempresa que se credencia para vender 78 toneladas do produto. O valor é de R$ 460 mil, o que gera R$ 5,91 o quilo, valor próximo dos R$ 5,20 da última licitação.
? Mudança de preço
Na última compra, o JC questionou os parâmetros para a inclusão do custo do transporte no preço final do produto e a Secretaria de Administração fez a revisão. O custo final caiu de R$ 7,50 o quilo para os R$ 5,20, na oportunidade. Mas existem inúmeros outros registros de preços sobre os quais a administração tem de rever os parâmetros de suas cotações.
? Comissão municipal
A Prefeitura de Bauru ainda mantém o péssimo hábito de iniciar ações e não informar o resultado. Não é sabido, por exemplo, o que deu o trabalho da comissão municipal instalada há meses para apurar a formação de "novas empresas" para se livrar de penalidades à participação em licitações. O governo sabe que "novos CNPJs" apareceram com sócios de antigas marcas.
? Custo da água e IPTU
O aumento de 11,87% na tarifa de água, informada pelo prefeito Rodrigo Agostinho, tem de ser analisado sob mais de um ângulo. Primeiro, se o DAE não aplicou a reposição de custos nos dois últimos anos, por que o contribuinte tem de arcar com o acumulado agora? Se o DAE "sobreviveu" à situação e ainda assim teve sucessivos superátivs na receita, por que aplicar o acumulado?
? Arrecadação excessiva
O caso do IPTU merece reflexão no mesmo sentido. A administração municipal tem tido excessos de arrecadação ano a ano. As receitas sempre têm superado a expectativa. É evidente que tem de ajustar a tabela de cotação dos imóveis para praticar justiça tributária, e de dois em dois anos, inclusive. Mas não há nenhuma razão para impor aumento final do imposto acima da inflação! Basta reduzir a alíquota até o limite do percentual inflacionário.
? Leu todas as datas
Na sessão da Câmara de anteontem, durante a discussão do projeto de José Roberto Segalla (DEM) para definir critérios na criação de datas comemorativas, Paulo Eduardo de Souza (PSB) leu todas as 56 datas ou semanas instituídas em Bauru, algumas já revogadas pela Câmara Municipal, como o dia do ?Bauruense ausente?.
? É uma prioridade?
Comentando a decisão da Secretaria de Educação de fornecer uniformes para professores e funcionários a partir do ano que vem, Segalla questionou se é essa a medida que vai fazer diferença na qualidade da educação do município. Ele acredita que há outras prioridades e lembrou que a pasta costuma ter sobras em seu orçamento. No último ano, foram R$ 4 milhões.
? ?Tem muito cerrado?
Renato Purini (PMDB) e Marcelo Borges (PSDB) atribuíram à lei do cerrado a falta de áreas para instalação de empresas em Bauru e prometeram unir forçar para tentar reverter a legislação estadual. O líder do governo chegou a dizer que ?tem muito cerrado?, sendo que menos de 1% da vegetação nativa do bioma está preservada no Estado. O fato é que Bauru tem o privilégio de concentrar boa parte dela.