08 de julho de 2026
Nacional

PT e PMDB afirmam que prisões foram ?abusivas?

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - Atingidos pela operação feita pela Polícia Federal no Ministério do Turismo, PT e PMDB classificaram como abusivas as prisões de 35 pessoas, incluindo filiados aos dois partidos. Embora emissários da presidente Dilma Rousseff tenham negado participação do governo, o clima dos aliados era de desconfiança.

Segundo o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), o ministro do Turismo, Pedro Novais, prestará esclarecimentos ao Congresso, o que deve ocorrer hoje. Mas os peemedebistas insistiram em lembrar que o escândalo atinge o PT.

O presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), disse que o partido não pode ser responsabilizado porque a operação "pega pessoas ainda do exercício anterior, ex-dirigentes. Atinge PT, PTB, PMDB".

Na Câmara dos Deputados, a prisão do ex-deputado e atual secretário nacional de Programas e Desenvolvimento do Turismo, Colbert Martins, foi alvo de protesto.

Henrique Alves, disse que Martins, indicado pelo partido, está no ministério há pouco tempo. "É um absurdo. Ele foi preso sem nem ter sido ouvido."

Incomodados com a prisão do petista Mário Moysés, ex-assessor da senadora Marta Suplicy (SP), petistas cobravam explicações do líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), segundo quem "houve abuso de Poder do Judiciário e do Ministério Público".

"Conheço o Colbert há 37 anos e tenho certeza de que ele é um homem sério, assim como também conheço o Moysés", disse Vaccarezza.

No Senado, em reunião com a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais), peemedebistas se queixaram da "arbitrariedade" na operação da Polícia Federal.

Ideli disse aos peemedebistas esperar que a PF não cometa "abusos", mas admitiu que nem Dilma tinha conhecimento da ação.

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), repetiu desconhecer o secretário-executivo do ministério. E desabafou: "Estou cansado. Isso tudo cansa. Estou arrumando as malas".

Sarney é aliado de Novais, mas se isentou de responsabilidades sobre a sua indicação para o cargo.