O primeiro banco comunitário do Rio será inaugurado no próximo dia 15 de setembro na Cidade de Deus. O projeto será apresentado hoje no 2º Congresso Fluminense de Municípios, que a Associação Estadual de Municípios do Rio de Janeiro (Aemerj) promove, em conjunto com o governo do estado, a prefeitura da capital e a Assembleia Legislativa (Alerj), no Armazém 2, no Pier Mauá.
Será apresentada também no congresso a experiência do município de Silva Jardim, situado na região das Baixadas Litorâneas, que criou no ano passado um banco com moeda própria: o Capivari. Marcelo Costa alertou, contudo, que a construção do banco comunitário “não ocorre a partir de uma canetada do gestor. Vai ser necessário diálogo, porque o protagonismo de um banco comunitário é, necessariamente, local”.
Ele explicou que um banco comunitário não é uma instituição pública. “O banco tem parceria pública mas, acima de tudo, é da sociedade local”. O banco da Cidade de Deus terá uma moeda, o CDD, que será utilizada para compras na comunidade, com descontos.
“O indivíduo vai ao banco comunitário, troca o seu real por CDD. A relação é paritária, ou seja, um por um. Ele vai ao comércio, aos serviços e, ao apresentar a moeda social, receberá um pequeno desconto”, informou Costa. Com isso, ganha o consumidor, que compra com desconto, e também o comerciante, pela escala e pela fidelização do cliente.