11 de julho de 2026
Rural

Petrobras constrói a maior fábrica de fertilizantes da América Latina


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Araçatuba - Um consórcio entre as empresas GDK, Sinope e Galvão Engenharia, vai ser responsável pela edificação da maior fábrica de fertilizantes nitrogenados da América Latina, para a Petrobras, em Três Lagoas (MS), na divisa com São Paulo.

O negócio, de R$ 3,9 bilhões, que será bancado com recursos da Petrobras, integra o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Hoje, a diretora de Gás e Energia da Petrobras, Maria das Graças Foster, vai a Três Lagoas acompanhar o serviços de terraplenagem, que estão em andamento, e anunciar a assinatura do contrato das obras e o lançamento da pedra fundamental, marcada para setembro.

Batizada de Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-3), a fábrica será uma das maiores plantas do mundo e deverá duplicar a produção de ureia no País, ofertando ao mercado 1,2 milhão toneladas/ano de ureia e 81 mil toneladas/ano de amônia. A previsão é de que ela entre em funcionamento em 2014. Durante sua construção, vai gerar 5,4 mil empregos diretos e depois de pronta, deve empregar entre 500 e 600 trabalhadores.

A fábrica será instalada num terreno ao lado da usina termelétrica que a Petrobras possui em Três Lagoas, que será usada para fornecimento de energia para a produção dos fertilizantes.

Segundo Foster, a obra é uma das principais da área de Gás e Energia da Petrobras, cujos investimentos para o período de 2011 a 2015 serão de US$ 13,2 bilhões, sendo que deste total, US$ 12,9 bilhões serão investidos no Brasil.

Parte dos recursos, segundo a diretora, vai para o Complexo Gasquímico de Linhares (ES), previsto para entrar em funcionamento em 2017, e para a planta de amônia de Uberaba (MG), com operação prevista para 2015. A companhia já possui outras duas fábricas de fertilizantes nitrogenados, em Laranjeiras (CE) e Camaçari (BA), que no passado produziram 223 toneladas de amônia e 758 mil toneladas de ureia.

A intenção da companhia é tornar o País autossuficiente em amônia em 2015 e reduzir para 28% a dependência pela ureia importada. Atualmente, o país importa 53% da amônia e 65% da ureia consumidas no mercado interno.