Rio de Janeiro - Além das ameaças que a juíza Patrícia Lourival Acioli, 47 anos, sofria por conta de suas rigorosas sentenças contra policiais e criminosos, há registros de ao menos duas agressões que ela sofreu do namorado, o cabo da PM Marcelo Poubel, 37 anos.
Ontem, o delegado Felipe Ettore, que investiga o caso, e a chefe da Polícia Civil, Marta Rocha, não quiseram dar entrevistas.
A polícia informou anteontem, no entanto, que nenhuma linha de investigação havia sido descartada. Há suspeitas contra milícias, grupos de extermínio, agiotas, máfias de vans e até de crime passional.
O namorado da juíza depôs anteontem por mais de seis horas, mas o conteúdo do depoimento não foi divulgado.
Segundo a Secretaria de Segurança do Rio, foi registrada queixa contra o policial em 2006 por uma "surra" que ele teria dado na juíza numa churrascaria, em 2006.
No começo deste ano, quando estavam separados, ele invadiu a casa de Acioli e a flagrou no quarto com um agente penitenciário.
A queixa da agressão foi registrada e o caso foi parar na Corregedoria Interna da Polícia Militar, porque Poubel deixou o posto de serviço para ir à casa da juíza.
Segundo a Secretaria de Segurança, a sindicância ainda não foi concluída e, ao depor, a juíza "colocou panos quentes", se recusando a falar das agressões.
Segundo o jornal "O Globo", o depoimento foi prestado em 25 de março deste ano. Na época, Acioli disse que o principal motivo para o fim do relacionamento foi a ingerência do militar nos processos contra policiais. A reportagem não conseguiu localizar Poubel para ouvir a sua versão dos fatos.