10 de julho de 2026
Nacional

PMs são presos no Rio com ordem de juíza dada no dia da morte dela

Damaris Giuliana
| Tempo de leitura: 2 min

Rio de Janeiro - Seis policiais militares foram presos ontem em cumprimento a mandados de prisão expedidos pela juíza Patrícia Acioli no dia do seu assassinato, na última quinta-feira. A Secretaria de Segurança não confirma se os PMs serão investigados pelo homicídio da magistrada. Os PMs que tiveram a prisão preventiva decretada por Acioli foram denunciados por homicídio qualificado de Diego da Conceição Beline.

O grupo, segundo o Ministério Público do Rio, tentou forjar um auto de resistência - registro de morte de civil em confronto com a polícia. Os PMs presos pela Corregedoria Geral Unificada são o tenente Daniel Santos Benites Lopes, o sargento Charles de Azevedo Tavares, os cabos Jovanis Falcão Júnior, Sérgio Costa Júnior e Alex Ribeiro Pereira e o soldado Jeferson de Araújo Miranda. Todos os policiais presos são lotados no 7.º Batalhão da PM, em São Gonçalo.

A reportagem não localizou os advogados dos policiais acusados. Quatro deles respondem a outros homicídios na 4.ª Vara Criminal de São Gonçalo, em que atuava Acioli. Ela decretou a prisão porque testemunhas temiam depor com os suspeitos em liberdade. A juíza foi morta no mesmo dia, por volta das 23h45, quando chegava em casa, no bairro Piratininga, em Niterói. Homens, dirigindo ao menos duas motos e um carro, fecharam seu veículo quando se aproximava da residência. Patrícia Acioli foi atingida por 21 tiros, de acordo com a perícia.

As linhas de investigação da Polícia Civil vão de participação de grupos de extermínio, milícias, agiotas, máfia de transporte clandestino até crime passional. A Divisão de Homicídios fez hoje novas diligências para investigar o caso, que corre sob sigilo. Mais de dez pessoas já prestaram depoimento. A Secretaria de Segurança recusou apoio da Polícia Federal para esclarecer o caso.

O Disque-Denúncia recebeu 64 telefonemas desde a noite do crime. Alguns forneceram dados sobre o assassinato, e outros sobre ocorrências do passado que podem levar a suspeitos.

Segundo a secretaria, ao menos uma das denúncias tinha informações consistentes com o caso.