08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

De atalhos, caminhos e sendas


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Por razões de profunda empatia ou então de cunho pessoal - que a esta altura dos acontecimentos fica impossível de perceber quais sejam - dona Dilma pode reiterar a absoluta confiança que tem no ministro Wagner Rossi e tentar evitar uma impostergável faxina - ou quiça mesmo uma CPI - no Ministério da Agricultura.  Há, entretanto, que se "botar os pingos nos is"(sic Zé Dirceu) e dizer à presidente que a nação não tem os mesmos sentimentos e pressuposições que ela.  S. Exia. é a presidente, mas não a nação, porque esta somos nós e a pátria.  Por isso mesmo, já que o Congresso não o faz, a nação exige a apuração profunda de tudo que, como um repeteco do que ocorre no Ministério dos Transportes, vem acontecendo na Agricultura.

Saiba a senhora Dilma que o caminho que ela tenta tomar a qualquer custo, os homens de bem do povo já conhecem milimetricamente, pois foi desbravado e percorrido sordidamente por seu antecessor.

Basta de tergiversação. Não queremos mais ouvir "não falo, não ouço, não vejo"...  Que a presidente mostre realmente a que veio. A sua recalcitrância neste caso é o exemplo cabal daquilo para o que ela disse que jamais viria. Não sendo assim, a senhora Dilma Rousseff estará descumprindo compromissos assumidos são só em campanha mas também e principalmente em seu discurso de posse.

Se Milton Ortolan, o secretário executivo do Ministério da Agricultura - portanto o segundo homem daquele Ministério - foi coagido a pedir demissão, não há como negar a participação de Rossi na trama que lá ocorre.  Que esse "pedido de demissão" já anteriormente ensaiado não seja a desculpa deslavada para que se deixe tudo como está. Não há quem não sinta o cheiro putrefato que dali exala. Haja estômago!


João Guilherme Ortolan