09 de julho de 2026
Internacional

Fragilidade da oposição ajudou Cristina Kirchner em primárias

Folhapress
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Buenos Aires - A fragilidade e a fragmentação da oposição argentina potencializaram a arrasadora vitória da presidente peronista Cristina Kirchner nas eleições primárias realizadas anteontem, na Argentina.Cristina obteve 50,1% dos votos, contra 12,2% de Ricardo Alfonsín (UCR), 12,2% de Eduardo Duhalde (União Popular) e 10,3% de Hermes Binner (Frente Ampla Progressista), com 97% das urnas apuradas.

Apesar de se tratar de uma votação primária, cujo objetivo era apenas o de confirmar candidatos para a eleição oficial, em outubro, Cristina teve o melhor desempenho de um candidato a presidente desde a eleição de Raúl Alfonsín, em 1983.

Para a oposição, a votação foi cruel. Surpreendida pela avalanche de votos kirchneristas, ela viu três dos seus principais candidatos praticamente empatados, distantes quase 8 milhões de votos de Cristina Kirchner.

A incapacidade de se comunicar foi um dos aspectos que contaram no vexame da oposição, segundo disse à reportagem Agustín Campero, um dos coordenadores da campanha de Ricardo Alfonsín.

Na tarde de ontem, a presidente concedeu uma rara entrevista coletiva a jornalistas. Foi a primeira em mais de 18 meses. Sorridente, Cristina disse que iria evitar comentar a alta votação de anteontem, "pois o resultado falava por si só".