O leilão de energia elétrica A-3 concluído nesta quarta-feira contratou um volume 43% superior à demanda declarada pelas distribuidoras, de acordo com o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim.
O leilão comercializou 1.543,8 megawatts-médios (MW médios) de energia e movimentou 29,14 bilhões de reais em contratos.
A contratação acima da demanda ocorreu porque o último empreendimento a vender energia, segundo as regras do leilão, não poderia ter a sua oferta dividida. "Assim, dependendo se temos com o preço marginal (preço mais alto a ser contratado) uma usina grande, contratamos a usina toda e contratamos além da demanda", explicou Tolmasquim.
A portaria com os procedimentos para o próximo leilão de energia nova A-5, com início da entrega em 2016, deve sair até o fim de agosto, informou o presidente da EPE. O leilão poderá tanto ter oferta de energia apenas de usinas hidrelétricas como poderá também incluir outras fontes na competição, segundo Tolmasquim.