08 de julho de 2026
Geral

MPF arquiva inquérito da minigráfica

Da Redação
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O Ministério Público Federal (MPF) pediu arquivamento do inquérito instaurado em 2010 pela Polícia Federal (PF) para investigar a instalação de uma minigráfica na Associação Hospitalar de Bauru (AHB). Segundo o procurador da República Fabrício Carrer, que enviou sua posição à Justiça Federal na última sexta-feira, não foi comprovada a utilização da máquina (duplicador digital gestetner 6123L) para a prática de delitos ou em benefício de terceiros com desvio de verba pública.

Quando o inquérito, presidido pelo delegado da Polícia Federal José Fernando do Amaral Júnior, foi instaurado, a hipótese aventada era de que a máquina também seria utilizada para fins políticos, o que também não foi confirmado.

De acordo com o depoimento de uma funcionária readaptada colhido durante as investigações, a copiadora tinha como finalidade elaborar formulários padronizados pelo hospital. A informação foi reiterada por Joseph Saab, então presidente da AHB quando a máquina foi adquirida. Ele ainda colocou que a entidade economizou ao comprá-la porque sem ela seria necessário contratar o serviço de terceiros. Por meio da economia foi possível pagá-la, informou.

A existência da gráfica foi publicada com exclusividade pelo JC em 2009. Na época, o interventor da entidade, Fábio Tadeu Teixeira, confirmou tratar-se de uma realidade o equipamento estar instalado numa sala da diretoria. A preocupação era que ele tivesse sido usado ainda para duplicar guias internas.

Agora, a palavra final sobre o caso será da Justiça Federal, que se não concordar com o pedido de arquivamento, poderá enviar o caso à Procuradoria Geral da República. Se a instituição se posicionar pelo não arquivamento, ele volta a Bauru e um novo procurador será nomeado. Porém, tanto para a PF quanto para o MPF, trata-se de copiadora simples, sem que haja provas de que tenha sido utilizada para a prática de delitos. Tal inquérito é um dos quatro conduzidos pela PF, que desmembrou o caso Ondontoma, responsável por apurar esquema de desvio de recursos públicos, superfaturamento e cobranças indevidas de serviços na AHB. Quando a operação foi desencadeada em Bauru em 2009, seis pessoas foram presas por um dia, inclusive Joseph e seu filho Marcelo Saab.