11 de julho de 2026
Internacional

Bento XVI apela por ética econômica


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Madri - O papa Bento XVI denunciou as estruturas econômicas que põem o lucro à frente das pessoas ao iniciar ontem uma viagem à Espanha, país atingido pela recessão e onde houve violentos protestos contra os gastos do governo com essa visita. "A economia não pode ser mensurada pelo lucro máximo, mas pelo bem comum", disse o papa a jornalistas no avião que o levou a Madri, onde passará quatro dias. "A economia não pode funcionar só com uma autorregulação mercantil, mas precisa de uma razão ética a fim de funcionar para o homem."

Por causa da recessão, um em cada cinco espanhóis está desempregado, e a situação atinge especialmente os jovens, o que motivou o surgimento de um movimento chamado "Os Indignados", que em maio ocupou a praça Puerta del Sol, no centro de Madri.

"Os Indignados" voltaram às ruas na quarta-feira, junto a outros grupos, num protesto que acabou em violência. Oito pessoas ficaram feridas e oito foram detidas em confrontos entre os manifestantes e peregrinos que foram a Madri ver o papa, segundo a polícia e os serviços de emergência.

Ontem, houve um novo protesto na Puerta del Sol, desta vez contra a repressão policial da véspera, mas pouco mais de 200 pessoas compareceram, sem abafar o entusiasmo dos milhares de fiéis que se reuniram perto dali, na praça Cibeles.

Críticos dizem que o governo gastou 100 milhões de euros para receber o papa, mas as autoridades não comentam as cifras.