10 de julho de 2026
Internacional

Atentados matam oito no sul de Israel

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min


Jerusalém -Uma série de atentados deixou ontem oito mortos e mais de 40 feridos em Eilat, no sul de Israel, na mais grave ação terrorista contra o país nos últimos dois anos. Os ataques colocaram em alerta uma das principais áreas turísticas de Israel e expuseram a vulnerabilidade de sua fronteira com o Egito.

Israel acusou grupos islâmicos palestinos baseados na Faixa de Gaza, que teriam infiltrado os terroristas a partir da península do Sinai, território sob soberania egípcia.

Em retaliação, horas depois, a aviação israelense bombardeou alvos em Gaza e matou seis pessoas.

Entre eles, um comandante e três militantes dos Comitês de Resistência Popular, grupo acusado de arquitetar os atentados em série. "Quando os cidadãos de Israel são atingidos, respondemos imediatamente e com força", disse o premiê Binyamin Netanyahu. "Aqueles que deram as ordens para assassinar nossos cidadãos, que se escondiam em Gaza, já não estão entre os vivos."

Nenhum grupo assumiu a autoria dos atentados. O islâmico Hamas, que controla Gaza, negou envolvimento, mas elogiou a ação.

O primeiro ataque ocorreu pouco após o meio-dia (6h de Brasília). Atiradores abriram fogo contra um ônibus perto de Eilat, cidade às margens do mar Vermelho, matando um soldado de Israel.

Em seguida, teve início uma sequência de novos atentados que deflagrou intensa perseguição das forças israelenses aos terroristas.

Uma hora depois do primeiro ataque, outro ônibus e dois carros de passeio também foram alvo de disparos. O ataque incluiu granadas antitanques e matou seis civis israelenses. Além disso, explosivos foram detonados perto de uma patrulha do Exército de Israel, matando um soldado. Sete terroristas foram mortos, dois por forças egípcias do outro lado da fronteira. Já era noite em Israel quando ocorreu mais um ataque: atiradores do lado egípcio da fronteira abriram fogo, deixando duas pessoas gravemente feridas.

Os atentados e a retaliação israelense despertam temores de uma nova escalada de violência, como a que levou à ofensiva de Israel contra Gaza (2008-2009), que matou mais de 1.000 palestinos.