Muammar Gaddafi, que por décadas desfrutou de apoio do público, desapareceu de cena enquanto os rebeldes assumem seu antigo bastião em Trípoli. Três de seus filhos foram presos.
Os rebeldes querem botar as mãos nele, assim como o Tribunal Penal Internacional. Mas precisam achá-lo antes.
Gaddafi não é visto em público desde meados de junho. Seus inimigos especulam que ele pode não estar mais na capital líbia, e nem mesmo no país. À medida que a sorte dos rebeldes melhorava, seus longos discursos televisionados em encontros públicos barulhentos cederam lugar a telefonemas dados de esconderijos.
Durante seus 41 anos de governo, Gaddafi criou um culto à personalidade, com sua imagem estampada em faixas e cartazes por toda a Líbia e sua filosofia destilada em um "Livro Verde". Ele se apresentava como o pai da nação e, no cenário internacional, como um guerreiro contra o colonialismo e um ativista de interesses pan-árabes, primeiro, e depois pan-africanos.
Sem dúvida ele desfrutou de apoio popular, então pegá-lo e mostrar ao povo que seu reinado acabou será vital para o próximo governo.