Na manhã de ontem, a Polícia Civil, por meio da equipe especializada em furto, roubo e receptação de veículos da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), localizou em um estacionamento na região central de Bauru duas caminhonetes importadas que haviam sido furtadas em Limeira este mês.
Segundo o delegado Cledson Luiz do Nascimento, da DIG, após investigações, descobriu-se que os dois veículos estavam há cerca de 15 dias em um estacionamento. Ontem, em diligências realizadas em um estabelecimento na quadra 2 da rua Primeiro de Agosto, as caminhonetes furtadas foram encontradas com placas de Extrema (MG) e Umuarama (PR).
Ao consultarem os chassis, os policiais perceberam que as numerações não conferiam com as dos emplacamentos. Segundo o dono do estacionamento, dois mensalistas, que são comerciantes do ramo de compra e venda de automóveis importados, deixaram os veículos no local.
Ainda ontem, os policiais conseguiram encontrar os dois suspeitos. Em depoimento, A.L.F., 33 anos, disse que havia deixado uma das caminhonetes naquele local a pedido de um cliente. Ele alegou desconhecer a origem criminosa do veículo, afirmando somente que sabia da existência de um mandado de busca e apreensão à caminhonete por problemas de financiamento.
Já o outro comerciante R.P.M., 29 anos, confirmou ter adquirido um dos veículos importados - avaliado em aproximadamente R$ 90 mil - pelo preço de R$ 15 mil sabendo de sua procedência ilegal.
"Esse homem já era investigado pela DIG desde maio, depois do furto de um Honda Civic aqui em Bauru. Tanto ele quanto o outro comerciante serão indiciados por receptação qualificada. Entretanto, por não ter sido flagrante, eles responderão em liberdade", explica o delegado Cledson do Nascimento.
Foi instaurado inquérito policial para investigar a participação dos dois homens nos crimes de receptação qualificada e adulteração de sinal identificativo de veículo automotor. O delegado, todavia, não descarta a participação de mais pessoas. "Pode ser que exista uma quadrilha que esteja agindo em toda a região. Iremos investigar e mais envolvidos podem ser presos", finaliza.